Deputada propõe o fim da cota de candidaturas de mulheres

Tramita na Câmara dos Deputados projeto que coloca fim às punições aos partidos que não cumprirem a cota mínima de 30% de candidatas mulheres nas eleições. Por sinal, é de uma mulher, a deputada Renata Abreu (Podemos) a autoria da matéria. 

A deputada Carmen Zanotto (Cidadania) promete lutar para impedir a aprovação, pois considera que isso será um retrocesso. Há quem compare que esta conquista só pode ser comparada a concessão do voto feminino em importância para as mulheres. A motivação para o fim das cotas foram as denúncias de que alguns partidos compelem mulheres a entrar no processo eleitoral apenas para assegurar o percentual mínimo.

São “candidaturas-laranja”, ou seja, não há investimento real para que as candidatas sejam eleitas. Este é um fato que ninguém pode negar. Sabemos muito bem como são preenchidas estas cotas a cada eleição, aqui e em qualquer lugar do país.

Algumas mulheres podem considerar as tais cotas uma conquista, mas para mim não passa de uma imposição. Ao estabelecer a cota, estamos admitindo a discriminação. Se realmente as mulheres considerassem, de fato, uma conquista, certamente haveria filas para ocupação das vagas.

Temos de admitir que a maioria das mulheres não demonstra muito interesse pela política e ainda considera que “é coisa para homens” e reluta até mesmo em votar em mulheres. Portanto, a discriminação, muitas vezes, parte da própria mulher. Em qualquer outra área hoje, as mulheres competem em igual condições, porque isso não acontece na política, que precisa garantir sua participação pela imposição de cotas?

Para exercer qualquer cargo político é preciso, antes de mais nada, de vontade de participar. Antes de tentar impor a participação das mulheres é preciso que os partidos desenvolvam ações que as estimulem a ter maior participação ativa na política.

3 comentários em “Deputada propõe o fim da cota de candidaturas de mulheres”

  1. nada de crédito para esta turma do PSL só querem tumultuar o meio de campo, para esta turma a mulher voltaria para a cozinha e serviria seus maridos em bandejas a beira da cama, o que seria melhor, a mulher participar ativamente da política do pais ou ficar em igrejas ou em casa.

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  2. minha opinião é que deveria ser 50% homem e 50% mulher, para deputado estadual e federal teria que ter dois votos, 1 para homem e outro para mulher.

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    • Pra mim quem tem votos no dia das eleições ganha, independente do sexo, até pq mtas mulheres votam em homens e vice versa? Simples ,sem esse mi mi mi

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