A Câmara de Vereadores e o Alto Preço de combustíveis
Reclamar do preço de combustíveis é fácil. A realização de audiência pública sobre isso na Câmara de Lages mostrará compreensão do problema ou se é apenas jogo de cena.
Vereadores preocupados podem apresentar uma denúncia ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE, que recentemente condenou 27 postos, 2 distribuidoras e 12 pessoas por cartel, em Belo Horizonte/MG, com multas de R$ 156,9 milhões. Também vão questionar a Agência Nacional de Petróleo – ANP, que ainda não publicou resolução para dar transparência sobre a formação de preços no comércio de derivados de petróleo e biocombustíveis. Também podem avaliar propostas para melhorar a eficiência na distribuição de combustíveis na região.
O problema é que políticos ‘bolsonaristas’ apoiam a política ultraliberal que rouba do povo para dar aos ricos: verdadeira causa do alto preço. Os combustíveis são caros por conta da política de Preços de Paridade Internacional (PPI), que obriga o povo brasileiro pagar preço de importado, como se não tivesse petróleo no Brasil. Pagamos caro até pelo gás de cozinha. Em resposta à greve dos caminhoneiros em 2018, torramos 9 bilhões para dar R$0,30 por litro aos vendedores, por algo que devia custar menos.
Em 2007 no governo Lula, o Brasil alcançou autossuficiência na produção de petróleo. O Pré-Sal descoberto em 2006 é um sucesso e dobramos a capacidade de produção. Foi um motivo para o golpe político no Brasil. Ataque iniciado por Temer e aprofundado por Bolsonaro: o Projeto de Lei 4567/16, do senador José Serra (PSDB-SP), que desobrigou a Petrobras de operar em todos os blocos do Pré-sal, conforme estabelecido nos governos petistas. Depois a MP 795/2017, que deu R$ 1 trilhão de isenções para petroleiras estrangeiras. Seguiu-se o desmonte das empresas nacionais com a Lava Jato, sob influência direta dos EUA.
Há recordes de produção de Petróleo. Mas a política de preços mantém 30% de nossas refinarias paradas. Vai piorar. Bolsonaro anunciou a venda de 8 refinarias. A venda da Transportadora Associada de Gás – TAG já causou um prejuízo imenso ao povo brasileiro. Especialistas estimam que a privatização deverá aumentar em 70% o custo de produção de derivados de petróleo. Sem controle da distribuição, os preços vão estourar.
Preocupados, vereadores podem aprovar uma moção de repúdio à esta política energética ultra-liberal. Vão cobrar o mesmo de nossos deputados e senadores. A Câmara não tem o luxo da ignorância e deve se posicionar em defesa do desenvolvimento soberano do Brasil.
Guilherme é um companheiro do Facebook, sempre lúcido em seus comentários e noa bre a mente com fatos que mostram que o golpe que colocou Temer e Bolsonaro só serviu para prender Lula e ao mesmo tempo jogar o Brasil em uma dependência econômica americana sem limites, aliado a um povo que não possui um mínimo de comportamento político adequadoe aceita todas as mazelas que a direita nos impõe, temos com esta turma de Bolsonaro um futuro incerto, pois há neste governo fraudulento os piores personagens de moral a mais baixa possível, como dizia Oscar Wild, o ser humano é deveras vulgar, e o Capitalismo representa a nossa escrotice humana, poucos com dinheiro possuem acesso as maravilhas do mundo moderno, quem as fabrica não consegue comprar.
quanta besteira os 2 escreveram,
Com relação aos preços não consigo como o botijão de gás em Lages custa em torno de 70 reais e Otacilio Costa que está a 50km o valor é em torno de 50 reais.