
A arrecadação para a coleta de lixo no ano de 2018 ultrapassou R$ 11 milhões em Lages. Esses recursos são cobrados junto a fatura de água e o valor total está disponível no portal de transparência da Prefeitura. O valor é superior ao orçamento das Secretarias de Desenvolvimento Econômico, Esportes e da Fundação Cultural juntas. “Na prática, gasta-se mais para coletar e destinar o nosso “lixo” do que se investe em áreas importantes para gerar bem-estar para população”, disse o suplente de vereador do PT, Moisés Savian.
Para o agrônomo e especialista em meio ambiente, Moisés Savian, uma economia baseada nos resíduos sólidos poderia trazer benefício para todos. Savian cita a Cooperativa de Catadores de Lages (CooperLages) que recicla cerca de 30 toneladas por mês e gera trabalho para 27 cooperados. A quantidade de material processado pela Cooperativa é menos de 2% do que é produzido na cidade. Moisés estima que com processamento de 20% dos resíduos sólidos de Lages poderiam ser gerados cerca de 300 postos de trabalho.
Além da reciclagem à realização da compostagem diminuiria os gastos da Prefeitura com a empresa que faz a coleta e destinação do material. Savian explica que metade do resíduo produzido é orgânico o que poderia ser destinado em composteiras e hortas domésticas, economizando assim R$ 0,25 por quilo de resíduo.
“Precisamos de uma política pública consistente, capaz de transformar esse problema em uma oportunidade”, finaliza.
Triste realidade. Faço minha parte. Não coloco restos orgânicos e procuro evitar ao máximo a ida de itens que possam ser reciclados junto com o lixo geral. É uma batalha para que outras pessoas tenham o mesmo entendimento, mas vale a pena.