Hoje estão colocando edificações abaixo para fazer estacionamento

Levantamento feito junto ao Detran mostra que Santa Catarina é o estado com o índice mais alto de veículos por residência: 74,5% das moradias possuem automóveis. Pelos dados do IBGE, nas 13 cidades mais populosas, o índice de automóveis já chega perto de uma para cada dois habitantes.

Dentre as cidades com mais de 100 mil habitantes, Lages está em quinto lugar, com 491,34 carros por cada mil habitantes, perdendo apenas para Blumenau, Brusque, Florianópolis e Tubarão.  Hoje com 160 mil habitantes, Lages tem 112.922 veículos em circulação sendo que destes 13 mil são motos.

Em 2017 eram 107 mil e em dezembro de 2018 haviam 110.999. Isso significa que cresce na proporção de pouco mais de dois mil veículos a mais a cada ano. Em todo o estado houve uma redução de 1,2% no número de motocicletas em circulação.

Em Lages isso não se verificou, mas não registrou crescimento significativo no número de motos circulando na cidade.

Em 2014 eram 12.239 e hoje são 13 mil. Considerando o fato de que a área central de Lages é pequena, pois se resume em sete a oito ruas onde estão concentrados praticamente todos os serviços, dos órgãos administrativos a hospitais, clínicas, laboratórios e agências bancárias, já se pode imaginar o número de veículos a circular todos os dias por ali.

E não adianta apenas mudar a mão do trânsito. A questão é muito mais complexa.

Não é sem razão que hoje estão até colocando algumas edificações abaixo para transformar em estacionamentos. Dá mais dinheiro do que locar o imóvel.

A cada dia surge um estacionamento novo e pior ainda ficará quando se concluir a revitalização do centro com a redução das vagas nas ruas. Felizmente hoje, novas clínicas e empresas prestadoras de serviço estão deixando a área central.

Até os clientes evitam os estabelecimentos que não dispõem de estacionamento. A instalação da UPA próximo ao terminal rodoviário já vai deslocar parte da movimentação e melhor ficaria se a sede da prefeitura fosse mesmo construída, seja no espaço da D. Pedro II ou próximo ao shopping. Mas, infelizmente, parece que não é nesta administração que isso acontecerá.

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