O vereador David Moro apresentou um requerimento aprovado pela Câmara, questionando sobretudo a Caixa Econômica, com relação a situação das casas e apartamentos do Programa Minha Casa Minha Vida em Lages. De todos os imóveis instalados na cidade através do programa Minha Casa Minha Vida, ainda é uma incógnita o número deles que ainda estão nas mãos dos contemplados após uma criteriosa seleção feita pela prefeitura no período em que foram ocupadas.

Quando o assunto foi levado à discussão, o presidente do legislativo, vereador Vone Scheuermann disse que nos predinhos do condomínio da Várzea (Lili e Madruguinha) uma só pessoa tem 48 apartamentos alugados. Aos poucos foi adquirindo dos condôminos que venderam os imóveis e certamente voltaram a entrar na fila dos sem-teto.

Diz ele que no Bela Vista, tem cerca de 10 apartamentos do Condomínio Tozzo sem portas e sem janelas porque as pessoas saem e levam tudo e a Caixa não toma providências. Apartamentos abandonados por causa dos problemas apresentados. Isso que este condomínio foi concluído na segunda gestão do prefeito Renatinho.

Na realidade, não se sabe exatamente quantos estão hoje abandonados e muito menos o número dos imóveis que continuam ainda ocupados pelas famílias contempladas à época. Sabemos que alguns destes imóveis estão em situação de processo judicial para reintegração de posse, mas se desconhece quais e quantos, ou até mesmo quais foram abandonados ou sofreram invasão. Estes dados, quem nos poderia fornecer seria a Caixa Econômica, se é que tenha mesmo estas informações. Quero crer que nem as tem, porque se assim fosse, já teria divulgado e tomados as providências.
Talvez seja pelo baixo valor do imóvel que acabam sendo deixados de lado. Isso porque, pelo programa Minha Casa Minha Vida, o governo paga até 90% do valor do imóvel novo, sendo que as parcelas deste financiamento têm como base o valor de até 10% da renda mensal da família, com duração de até 10 anos. É o valor pago pelas famílias, cuja renda não pode exceder a R$ 7.000,00 (sete mil reais), mas muitas delas não recebem mais que um salário mínimo. Com tanta gente esperando a oportunidade para conseguir um teto, não é justo que estas moradias acabem abandonadas, depredadas ou mesmo vendidas. Entendo até que ao invés de se esperar pela Caixa, que a Secretaria de Assistência Social e Habitação tomasse para si esta tarefa. Mesmo porque foi a responsável pela seleção das famílias contempladas.

Na capital. esse problema acontece com taxis, aonde um cara é o dono da frota e nos camelódromos o cara que atende é na verdade o quinto permissionário, o minha casa minha vida foi o programa feito para diminuir o déficit habitacional nas camadas que nunca tiveram acesso aos financiamentos, mas isso esbarra na cultura do povo que não dá valor ao que recebeu, passam para outro ou vendem a parte e inisso surgem os especuladores, que vivos criam uma grande receita com aluguéis ou as vendas e isso é algo marginal ou feito ao léo sem o abrigo da lei.