Fiquei impressionada com a informação de que o estado gasta mais com as demandas judiciais da área da saúde para custear a compra de remédios e tratamentos, do que com a medicação distribuída na rede hospitalar.
Com o atendimento das demandas judiciais gastou R$ 184 milhões e 669 mil para atender 23.578 pessoas. O custo médio por ação é de R$ 7.832,00. Com a medicação da rede hospitalar gastou R$ 106 milhões e 537 mil para atender 1 milhão e 183 mil pessoas. O custo médio por paciente é de R$ 90,00
A maior parte dos tratamentos solicitados em juízo é de natureza experimental e não fornecido pela rede pública e são demandas que tem de ser custeadas de qualquer jeito, o estado tendo ou não recursos.

Podemos analisar na ótica fria do orçamento contábil com valores altos, temos as patentes dos laboratórios e medicamentos de alto custo que são prescritos para doenças raras ou de amplo espectro mortal. Ficamos ao lado do ser humano que pode buscar na justiça medicamentos caríssimos e manter a sua vida ou escolher a opção do Estado bancar menos processos judiciais. A vida ainda é a mola mestra para entender esta situação, quando temos alguém que necessita destes remédios vamos até o judiciário que coloca a vida como algo a ser protegido, a dignidade humana, sem, esse condão retornamos a barbárie huimana, sem valor humano. Quando ouvimos nas ruas de Lages alguém criticar Direitos Humanos, com certeza esta pessoa não possui mais nada a preservar em sua vida.