Vereadores estavam bastante irritados na sessão de segunda-feira em função do posicionamento da Secretária da Saúde, Odila Waldrick com relação ao pedido encaminhado ao prefeito Antônio Ceron há cerca de 40 dias. Trata-se da solicitação para se colocar um quarto médico de plantão no Pronto Atendimento Tito Bianchini especialmente nos horários de maior demanda, como no início da noite. O pedido foi feito pelos membros da CPI que apura as mortes no local, baseados nos relatos dos próprios servidores que atuam no pronto Socorro. Hoje são três médicos durante as 24 horas.

Até agora não obtiveram resposta do prefeito e a informação que chegou até eles é de que a secretária Odila se mostrou contraria à proposta. Para o presidente da comissão, vereador Maurício Batalha (Cidadania), a secretária está fazendo “birra”. Ele lembrou dos avanços que já conseguiram junto ao Hospital Tereza Ramos que prontamente atendeu aos pedidos da CPI. O vereador que também é membro da CPI, Lucas Neves (Progressistas) foi enfático ao dizer que “está muito mais fácil um pedido ser atendido pelo governo do Estado do que pela prefeitura”.

E conclamou o prefeito Ceron a atender o pedido feito. Maurício lembrou que no ano passado foi feito pedido de informação e foi fornecido uma relação de quanto estão aguardando por exames e consultas com especialistas. Este ano pediram prorrogação para fazer a resposta e não veio de forma correta e esclarecedora. Está reencaminhando o pedido. Elogiou alguns secretários que estão fazendo um bom trabalho, mas outros “deveriam pedir para sair”, segundo Maurício.
“Têm secretários que estão falando inverdades e omitindo algumas questões ao prefeito”, disse ele. Falou que em 90 dias deve voltar à tribuna para relatar uma situação que comprova isso.
Lucas Neves disse que estiveram na unidade de Saúde do Santa Catarina e a reclamação é o tempo de espera para consultas e exames.
Disse que constatou a situação de uma senhora que está há mais de um ano esperando por uma ressonância magnética e consultando a lista de espera descobriu que existem 3.355 pessoas aguardando. “Muitas morrerão sem conseguir fazer o exame”, sentencia Lucas. Pois estão sendo feitas ao passo de tartaruga. Portanto não é surpresa a grande demanda do Pronto Atendimento.