Vereador quer que os recursos não tomados pelo legislativo sejam distribuídos às entidades beneficentes

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O vereador Pedro Figueredo (PSD) está sugerindo que a prefeitura destine os recursos excedentes da Câmara de Vereadores às organizações sem fim lucrativo  e com finalidade pública.

A presente moção tem como objetivo sugerir ao Poder Executivo que destine os recursos excedentes da Câmara Municipal de Lages às organizações sem fins lucrativos e com finalidade pública na cidade de Lages, tendo em vista principalmente a dificuldade que algumas estão enfrentando para manter as suas atividades, diante da falta de recursos financeiros.

Considerando que se deve ressaltar a lei 13.019/14 (Marco Regulatório) impõe ao município a obrigação de implantar os instrumentos legais a serem utilizados, em substituição aos convênios, para formalizar as parcerias entre o poder público e as entidades privadas Organizações da Sociedade Civil (OSC’s) para a transferência de recursos. A ideia desse documento é tornar esse processo de doação mais prático e transparente.

Considerando o Art. 29-A. da Constituição da República Federativa do Brasil, “O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os seguintes percentuais, […]” no inciso II dispõe do teto máximo de 6% (seis por cento) para Municípios com população entre 100.000 (cem mil) e 300.000 (trezentos mil) habitantes.

Considerando que a Câmara Municipal de Lages não gasta todo o percentual repassado e ao final de cada ano é devolvido aos cofres públicos. Considerando que no ano de 2018, o orçamento previsto para a Câmara girava em torno de R$ 14.3 milhões, mas os gastos ficaram bem abaixo disso. Foi o que apontou o relatório de despesas apresentado pelo presidente da casa na época, Luiz Marin (PP). Considerando que, os gastos fecharam em pouco mais de 3%, em torno de R$ 9.1 milhões. Ou seja, mesmo com o valor estando abaixo do orçado para o ano, ainda sobrou verba para ser devolvida ao Executivo.

Considerando que essa diferença devolvida aos cofres públicos do Município deverá e será muito bem vindas para as Entidades Beneficentes como ONG – OS – OSC – OSCIP que, na sua maioria, passam por dificuldades financeiras e possuem um papel plausível na nossa cidade, são operadoras, de fato, que cuidam dos carentes, idosos, meninos de rua, drogados e alcoólatras, órfãos e mães solteiras; protegem testemunhas; ajudam a preservar o meio ambiente; educam jovens, velhos e adultos; profissionalizam; doam sangue, merenda, livros, sopão; atendem suicidas; dão suporte aos desamparados; cuidam de filhos de mães que trabalham; ensinam esportes; combatem a violência; promovem os direitos humanos e a cidadania; cuidam de cegos, surdos-mudos; sem esquecer da proteção animal; enfim, fazem tudo.

O Executivo poderá acompanhar de perto as atividades desempenhadas pelas Entidades, a fim de prestação de contas.

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