Preocupado com a quantidade de pacientes que na sexta-feira e sábado aguardavam um leito no Pronto Atendimento Tito Bianchini, o gerente regional de Saúde, Aloísio Pirolli tentava equacionar o problema disponibilizando leitos em municípios próximos. “Nossa Regulação da Macrosserra estava buscando vagas em leitos SUS na região para tentar desafogar essa Porta de entrada do serviço,” explicou ele.
Naquele momento havia disponibilidade de 20 leitos de retaguarda: dez deles no hospital Frei Rogério de Anita Garibaldi e outros dez no Hospital Sagrado Coração de Jesus, de São Joaquim. Mas, o problema é de que nenhum dos pacientes que lá estavam aceitaram o deslocamento.
Segundo Aloísio muito dos que lá estavam podiam ocupar estes leitos de retaguarda (que servem para fazer a estabilização dos pacientes), deixando aqueles disponíveis no dois hospitais maiores e melhores aparelhados de Lages para os casos de média e alta complexidade. O serviço nestas outras unidades menores é o mesmo, uma vez que há padronização dos procedimentos. Garante que isso ajudaria muito para desafogar o fluxo da porta de entrada hospitalar.

“Compreendemos ser essa uma opção das pessoas, mas em diversos casos se houvesse um melhor entendimento e boa vontade, para não dizer, exercer a cidadania, poderíamos estar com o fluxo menos congestionado”, disse ele. Mas há resistência por parte dos pacientes e familiares.
Só na região serrana, tirando Lages, existem hospitais em 10 outros municípios, embora dois deles estejam hoje fechados como de Bocaina do Sul e Ponte Alta. Além de Anita Garibaldi e São Joaquim, há unidades em Correia Pinto, Bom Retiro, Otacílio Costa, São José do Cerrito, Campo Belo do Sul e Urubici.

Este último, aliás, muito bem equipado. Mesmo assim, a maioria se desloca destes municípios para buscar atendimento em Lages.
“Não dá para todo mundo ir para o Tereza Ramos ou para o Nossa Senhora dos Prazeres . É impossível!"alerta Pirolli.
O que precisa hoje é buscar maneiras de viabilizar a utilização destas unidades e seu aparelhamento para criar uma rede de atendimento eficaz na região para evitar que pelo menos as pessoas que podem ser atendidas em seus municípios não precisem se deslocar para Lages.