Coruja insiste: governo de SC tem capacidade de endividamento, mas não significa dizer que pode pagar novos empréstimos

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O deputado Fernando Coruja voltou ao assunto da dívida pública do governo estadual, que estava em R$ 33 bilhões no final de 2016 e que sofrerá um aumento significativo com o empréstimo aprovado pela Assembleia de R$ 1,5 bilhão, com parte para o Fundam2, e o restante para viabilizar obras atrasadas do Pacto por Santa Catarina.

Na tribuna da Assembleia, comentou a nota oficial sobre o assunto, publicada pela secretaria de Fazenda do Estado e disse que pedirá que o secretário compareça à Comissão de Finanças da Assembleia para debater a respeito.

Para Coruja, o argumento que compara a dívida catarinense com a de outros Estados equivale a dizer "eu devo, mas meu vizinho deve mais" e disse que a capacidade de endividamento é relativa "porque se eu tenho uma casa em meu nome posso pegar emprestado o valor da casa, que é dada como garantia ao banco – só que posso perder a casa, se não pagar". SC tem capacidade de endividamento, mas não tem de pagamento, diz. 

Em relação ao argumento de que Santa Catarina foi protagonista de uma negociação das dívidas dos Estados com a União em 2016 Coruja lembra que foi apenas suspensa este ano e, em 2018, Santa Catarina terá que retomar os pagamentos.

"O governador insiste na tese de que as finanças de SC estão bem, mas como está bem se em setores específicos como da saúde, tem uma dívida estratosférica", disse o deputado.

 

Coruja também informou que, pelas informações que chegaram a ele, o governo de SC poderá mesmo não conseguir o empréstimo para o Fundam 2.

Aliás esta informação já vem circulando nos bastidores há mais de um mês.

 

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