Samt passará por mudança com o fim do convênio

 

A exemplo do CPP, a Samt também foi alcançada pelo marco regulatório e, na terça-feira, teve de demitir os seus cerca de 60 funcionários. E, sem pagar os salários de janeiro, porque o convênio com a prefeitura que permitia o repasse mensal venceu em dezembro do ano passado.

O que é pior: a Samt também perderá o gerenciamento sobre a Área Azul, pois a exploração do estacionamento público é uma concessão da prefeitura e portanto só pode ser concedido mediante licitação. Temos de admitir que a Sociedade de Apoio ao Menor Trabalhador – Samt-. Nasceu com o Projeto Amo, desenvolvido ainda na administração de Paulo Duarte. Objetivo era tirar o menor da rua, oferecendo a ele atividades nas mais diversas áreas, de engraxates e marcenaria. Funcionou muito bem, tanto que temos ai até pessoas que atuam na política hoje, que passaram pelo projeto.

Fez diferença na vida de muitas pessoas da comunidade.

Fez muito bem ao que se propôs até o advento do Estatuto da Criança e do Adolescente, que proibiu que menores se submetam a um trabalho regular.

O Ministério Público impediu que a Samt não continuasse atendendo o menor por força do estatuto.

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A sociedade ainda manteve todas as suas oficinas, incluindo de artesanato. Mas, muito longe da proposta pela qual foi criada. Acabou absorvendo parte das atividades da Secretaria de Assistência Social, chegando na administração antepassada, a ser maior que ela em estrutura e atuação, com cerca de 300 funcionários e um patrimônio considerável: o prédio e o ginásio anexo ao Mercado Público onde funcionava a secretaria.

Na administração passada, a sociedade começou a assumir a sua condição de ONG e houve o processo de dissociação da pasta da Assistência Social embora a prefeitura ainda mantivesse parte dos funcionários, através do repasse de recursos mensais.

Mas, por determinação do Ministério Público, as oficinas foram fechadas, algumas atividades foram passadas para a prefeitura, como a padaria que produz todo o pão consumido nas escolas do município e, por último, está perdendo também o gerenciamento da Área Azul.

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Parece que a Samt, como nós a conhecemos, se esvaziou. Como ONG, terá de se reinventar! E parece que já estava fazendo isso, quando desenvolveu o Projeto Ciranda, de produção de artesanato, premiado pelo Sebrae recentemente e, instalou o Centro Dia do Idoso. Creio que teria até de mudar a nomenclatura, pois nada resta da Samt, da década de 1980.

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