Existem hoje 79 farmácias em Lages e a prefeitura gasta, em média, R$ 335 mil/mês na compra de remédios

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Além de toda a estrutura pública da área da saúde que existe em Lages, com cerca de 30 unidades básicas de saúde, vemos se espalhar a construção de novas clínicas médicas e aumentar o número de farmácias numa velocidade nunca vista em cidades do porte de Lages.

É incrível: dificilmente vemos fechar uma farmácia, mas a cada ano vemos aumentar o número delas. Só agora estão sendo instaladas duas: uma no espaço do antigo Banco Inco na rua Nereu Ramos, esquina com a Correia Pinto e, outra na Pres. Vargas esquina com a avenida Brasil. E, não vai parar por aí! Já vi muita gente que vem de fora se surpreender com a quantidade de drogarias em Lages. A ponto de contar com duas ou até três em apenas um quarteirão.

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Só no calçadão da praça João Costa têm duas e duas outras, uma em cada lado, nas ruas paralelas.

Ao todo, são hoje mais de 79 em toda a cidade, segundo informação da LS Agência, responsável pelo Guia Múltiplo. Grosso modo, seria uma farmácia para cada 2.025 pessoas.

Mas, é preciso considerar que cerca de 40% da população depende exclusivamente dos remédios da farmácia básica da Secretaria da Saúde, e não pagam nenhum real. O poder público gasta, em média R$ 335 mil mensais na compra de remédios.

Sem contar que parte dos 60% restantes também recorre ao fornecimento gratuito, mesmo que esporadicamente. Ao que parece, aqueles que compram o próprio medicamento, consomem uma quantidade muito grande para justificar todo este investimento neste comércio específico.

Este é um fenômeno que mereceria um estudo por parte das faculdades de farmácia. Pois, deve ter uma justificativa para isso. Não é possível que tenhamos aqui uma população tão doente assim que alimente, com lucro, toda essa rede de drogarias existente. Há alguma coisa errada e precisamos saber!

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