MP está investigando candidatos que só estão de olho na licença remunerada

O Ministério Público de SC suspeita que existem muitos funcionários públicos que se colocam como candidatos apenas para usufruírem da licença remunerada. Já vimos esse caso aqui mesmo em outras eleições. O levantamento foi feito a partir do resultado eleitoral, entre aqueles que receberam menos de 10 votos.

O Ministério Público identificou 115 servidores públicos candidatos a vereador que não receberam mais do que 10 votos. Eles estão espalhados em 80 municípios catarinenses. Agora a promotoria de cada um deles irá apurar os casos.

Para um candidato a vereador que não consegue fazer nem meia dúzia de votos é porque realmente não trabalhou em sua campanha.

Tais pessoas aproveitam que a maioria dos partidos nanicos não dispõe de militância nem para preencher o quadro de candidaturas e se oferecem para este fim já prevendo ficar, no mínimo quatro meses (ou até seis meses) na folga, com os salários garantidos. 

Além deste caso sabemos que grande parte dos candidatos que não obtêm nem 10 votos são mulheres que concorrem por conta da cota dos 30% de mulheres na composição da chapa. Mas, este caso deve ser analisado dentro da reforma política, visto que não se consegue a participação feminina na política por exigência de lei.

O Ministério Público está preocupado com este caso dos servidores pois estão cometendo uma falta grave: podem responder pelo crime de improbidade administrativa.

Estão, de fato, fraudando o poder público, uma vez que seu objetivo é receber sem trabalhar. Estas “férias” estão sendo bancadas com recursos públicos. Uma vez confirmado, perde o cargo e ainda terá de devolver o valor dos vencimentos do período. Como vemos, a moralização no processo eleitoral ainda tem um longo caminho a percorrer.

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