Pela estimativa feita, a dívida do governo estadual, na área da saúde para com fornecedores e municípios, somente de janeiro a maio deste ano, chega a R$ 200 milhões.
Esses são os valores a que chegou a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas. O atraso nos repasses começou a ocorrer ainda nos primeiros meses do ano passado.
Em alguns casos o governo até cancelou despesas já liquidadas, adiando o pagamento para o próximo exercício. Exemplo: pagando esse ano os serviços prestados no ano passado. Ainda, após a liquidação da despesa, o pagamento chega a levar mais de três meses para ser realizado, sem falar de situações que contrariam a legislação, como o pagamento sem o devido empenho da despesa.

Segundo a explicação do secretário de Saúde, João Paulo Kleinübing, a arrecadação caiu significativamente esse ano e o orçamento está 25% menor.
Já são quatro meses e R$ 35,3 milhões em dívida do Estado com os municípios no repasse para atendimento básico e medicamentos. Isto é, não é feito repasse desde janeiro.
Não será apenas o gaze que faltará nos postos
Portanto se é hoje a falta de gaze ou de fitas para medição da glicose, a queixa da população que vai os postos de saúde, daqui para frente vai faltar muito mais coisas no atendimento ao cidadão e não será por conta da má gestão desta ou daquela administração.
Será muito temeroso para o candidato a prefeito se comprometer a melhorar qualquer atendimento prestado hoje na área da saúde. Pois, se o governo do estado está em atraso no repasse, com o governo federal também não está diferente.

População assistida pelo SUS só tem aumentado
Há dados de que só no ano passado 500 mil brasileiros cancelaram os planos de saúde e passará a depender do atendimento do SUS. Nesse ano já foram mais de 160 mil que seguiram pelo mesmo caminho. Dinheiro mais curto para atender um universo de pessoas cada vez maior. Não há receita que dê conta disso a não ser reduzindo o serviço.