
A CASAN vai adotar o programa Esgotamento Sobre Rodas para atingir a meta definida pelo governador Jorginho Mello de 50% de tratamento de esgoto até 2026. Atualmente o Estado tem 30% de cobertura.
A afirmação foi feita nesta quinta-feira (7) pelo presidente da CASAN (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), Edson Moritz, durante o Seminário de Gestão do Esgotamento Sanitário (SEGES) no auditório do Tribunal de Contas do Estado.
“Essa será a solução para o tratamento nos 121 municípios de até 15 mil habitantes em que a CASAN tem a concessão, por ser uma alternativa mais econômica às tubulações”, explica Moritz. A expectativa é que o programa represente um aumento de 7% na cobertura de esgoto tratado pela Companhia.
Nesse programa, o esgoto das fossas sépticas será coletado com caminhões e levado para as estações de tratamento. Atualmente, um projeto piloto está sendo desenvolvido na cidade de Descanso, no Extremo Oeste, de 8,5 mil habitantes, como estudo para a implantação no restante do estado.
Atualmente, a CASAN atende pouco mais de 3 milhões de habitantes (40% da população do estado) em 194 municípios. Desse número, apenas 29% têm tratamento de esgoto em algum nível, com uma cobertura populacional de 34,2%. No entanto, segundo dados do Censo IBGE, 89,2% da população catarinense tem em sua casa um esgotamento sanitário adequado, sendo o 4º maior índice do Brasil. Essa discrepância acontece porque 21,40% dos catarinenses utiliza fossas sépticas – uma forma adequada de esgoto, mas que não passa por tratamento.