Afinal, quem tinha indicado a professora Rita Maria para a Gered?

O poder é algo que mexe com a cabeça das pessoas de uma forma inexplicável. E quem não está familiarizado com ele acaba metendo os pés pelas mãos comprometendo todo um projeto apenas por vaidade. É o que está acontecendo com o PSL e estou me referindo à atitude dos deputados federais que estão pedindo a executiva nacional para destituir a Comissão Provisória de SC, acusando o presidente Lucas Esmeraldino por abuso de autoridade.

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Eleitos, querem agora interferir no partido e exigir que passem por eles as decisões e ações do partido. Para quem acompanhou o trabalho de Esmeraldino fica perplexo porque, se não fosse por ele, sequer estariam estes deputados prestes a iniciar um mandato.

Ele iniciou um trabalho solitário, em que ninguém acreditava, percorrendo o estado para formar as comissões a toque de caixa, para poder participar das eleições, arrebanhando pessoas para preencherem o quadro de candidaturas. A maioria delas nem acreditava na possibilidade de eleição. É verdade que isso tudo em nome de Jair Bolsonaro, que em última instância foi determinante para aceitação da condição de candidato, mas precisava de alguém que tomasse a frente e organizasse o partido para a disputa. Essa pessoa foi Esmeraldino.

 

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Os deputados estaduais eleitos vieram em defesa do presidente do PSL e não podia ser diferente. Um dos mais contundentes foi o deputado Jessé Lopes que ontem esteve em Lages para o encontro da Coalizão Conservadora,  confessou mesmo que a partir de agora o partido precisa fazer uma depuração, porque num primeiro momento foi aceita a participação de todos que se colocaram à disposição.

Colheu muitas informações a respeito da atuação do PSL local que também foi mordido pela mosca azul, e promete estar mais presente por aqui. Desconhecemos, por exemplo, quem indicou a professora Rita Maria da Silva. Jessé foi o primeiro a interferir para reverter a nomeação.

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Num segundo momento entrou em cena o coordenador do PSL na região, Airton Amaral, acompanhando a professora Cláudia Maris Pezzi na posse do cargo, chamando para si a responsabilidade da escolha como integrante da equipe de Moisés.

Mas onde estava ele quando da nomeação de Rita? Como representante da Serra não conseguiu emplacar sequer um nome serrano para qualquer que fosse o cargo no governo. Sabemos que no andar da carruagem as aboboras irão se encaixando, e saberemos de fato quem, tem ou não influência e liderança dentro do PSL.

O deputado Jessé é um deles e disse que recebeu muitas críticas com relação ao partido aqui e já antecipa que, daqui para frente o PSL passará a ser mais exigente com seus filiados.

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