Codesul é contra fatiamento da Malha Sul ferroviária

Os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, unidos por meio do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), enviaram um documento oficial ao Ministério dos Transportes reafirmando sua posição firmemente contrária à fragmentação da Malha Sul de ferrovias.

A reação dos governadores ocorre após o ministério anunciar um plano para dividir a malha ferroviária regional em três lotes distintos, sendo que dois deles possuem segmentos que cortam o território catarinense: corredor Paraná-SC; Corredor Mercosul e Corredor do RS. “A fragmentação proposta não contempla as necessidades de integração logística e de desenvolvimento regional dos estados, tampouco assegura a plena articulação da região com a malha ferroviária nacional”, alertaram os estados no ofício.

Corrida contra o tempo e o cenário em SC

O atual contrato de concessão da Malha Sul se encerra em fevereiro de 2027, e o governo federal corre para tentar realizar os leilões dos novos lotes até o final de 2026. Mesmo que consiga cumprir o prazo, os estados já trabalham com o cenário de que a concessão atual precisará ser prorrogada temporariamente por mais dois anos, em caráter emergencial.

Em Santa Catarina, o impacto desse debate é estratégico. Atualmente, a única linha ferroviária em operação contínua dentro da estrutura da Malha Sul é o trecho entre Mafra e São Francisco do Sul, corredor vital para o transporte e escoamento de grãos voltados à exportação pelo Porto de São Francisco do Sul.

 No documento, os estados lamentam que as estruturas regionais não tenham sido chamadas para debater as regras da nova concessão. Além disso, as administrações estaduais denunciam que o governo federal negou acesso aos estudos técnicos que embasaram o modelo de fatiamento.

Outro ponto crítico levantado refere-se aos passivos acumulados ao longo dos últimos anos de concessão, que incluem trechos abandonados, degradação severa da infraestrutura e uma significativa perda de capacidade operacional. Para os governadores da Frente Sul, o novo modelo deve corrigir essas fragilidades históricas e preservar a lógica de rede integrada, conectando os centros produtivos aos portos e mercados consumidores.

Corredor Mercosul:

1 comentário em “Codesul é contra fatiamento da Malha Sul ferroviária”

  1. O brasileiro é um povo meio retardado, não é mesmo? Chamar de malha um fio tênue, fraco, puído e rompido desse, que mal consegue fazer um nó com outro ainda mais débil.. pelo menos não colocam mais as linhas do contestado que a era FHC obliterou nos mapas para justificar o trololós que o Brasil tem dez vezes mais de linhas férreas que não tem. A maldita ALL, hoje Rumo, ninguém irá meter a mão? Aliás, e aquele famoso vereador de Lages, entregou nada de útil como de costume ou só queria ganhar diária e se aparecer mesmo?

    Responder

Deixe um comentário