
Na tarde desta segunda-feira (12), a Comissão Parlamentar de Inquérito ouviu o ex-vereador, vice-prefeito e prefeito de Lages, Antônio Arcanjo Duarte (Toni). Na abertura da sessão de oitiva, a vereadora Suzana Duarte (Cidadania), esposa do depoente, solicitou a sua dispensa da mesa dos trabalhos, justificada pela natural proximidade da parlamentar com a testemunha.
Na sequência, o relator Jair Junior (Podemos) iniciou a inquirição e abriu os questionamentos. Perguntado se havia algum superfaturamento quando a gestão Elizeu e Toni assumiu a administração e também com relação à “Operação Águas Limpas”, investigação que afastou o prefeito na época, Toni respondeu: “Todos os serviços executados tinham a fiscalização da Controladoria Interna da Prefeitura. A Semasa tem vida própria, mesmo assim, naquele período havia uma auditoria, uma equipe que trabalhava na busca de informações”, disse ele.
O depoente ainda relatou o surgimento da autarquia, uma vez que durante a criação da Semasa, Toni era vereador. “Surgiu da noite para o dia. Assumiram o serviço e passaram a faturar, até hoje, não sabemos se tem alguma dívida com a Casan. Eu sempre alertei da necessidade de se investigar, tentei inclusive abrir CPI. Torço para que vocês identifiquem as irregularidades. Nossa população não merece passar por isso”, relatou Toni.
A vereadora Katsumi Yamaguchi (Porogressistas) questionou sobre o período em que Duarte foi prefeito e sua atuação em questões como editais de licitação e contratos emergenciais. “Quando eu assumi, tinham umas vinte metralhadoras focadas em mim. Era coleta de lixo; possibilidade de não haver fornecimento de água na virada de 2014 para 2015; ameaça de greve dos professores; investigação na Festa do Pinhão e outros. Eu queria buscar soluções, independente se era na Semasa, Obras, Saúde ou Educação”, argumentou.
Nesta semana ainda acontecem as oitivas com os ex-prefeitos Elizeu Mattos e Raimundo Colombo, respectivamente, na terça (13) e quarta-feira (14).

Essa CPI do Jair e o praça é nossa do SBT, não sei qual é o pior! Se os vereadores tivessem cumprido com o dever de casa básico, ou seja, fiscalizar atos do executivo, essa maracutaia não teria chegado a esse ponto. Incompetência é que chama né…..!