O fim da Festa do Pinhão como vitrine das nossas tradições

Há quem diga que o edital da Festa do Pinhão deste ano está sendo direcionado para uma determinada empresa. Isso eu não posso confirmar, mas sei apenas que por esta desconfiança algumas empresas que poderiam vir para o certame já nem pensam nesta possibilidade.

O fato é que se isso se confirmar pode significar o fim da Festa do Pinhão dentro da concepção pela qual ela foi criada: uma festa voltada à exaltar as nossas tradições e gastronomia. Virou uma festa de shows e nada mais!

Pelo que é hoje, não significa mais a presença da prefeitura neste evento. Por qual razão a prefeitura vai pagar o aluguel do parque para um evento que tem somente uma finalidade: o lucro. E nada mais tem a ver com a cidade. Não nos representa e nem projeta o nome da cidade. Alguém viu o evento ser estampado na mídia nacional? Eu não! Apenas nos anúncios pagos na televisão.

A prefeitura tem de retirar a Sapecada de dentro da Festa do Pinhão e realizar um evento em separado, em praça pública. O Recanto do Pinhão do ano passado mostrou que é exatamente isso que a população quer.

6 comentários em “O fim da Festa do Pinhão como vitrine das nossas tradições”

  1. Sim, é preciso modernizar, acompanhar a evolução do tempo, porém, não se pode esquecer suas origens, sua raiz e o seu significado. De tempos deixou de ser uma festa da cidade e de raízes, virou uma festa de outro jeito.
    Resta a Sapecada juntar-se ao Recanto do Pinhão e, a prefeitura parar de pagar o aluguel do parque e outras “bondades”.
    É isso. Ou volta a origem ou encerremos por aqui. É uma pena, mas a festa do pinhão caminhou apenas para o lucro, e tão somente isso.

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  2. Este são os novos tempos, em qualquer lugar há a visão do lucro em detrimento da tradição. Desde que foi terceirizada acabou a tradição e o folclore, em nosso Estado a visão mercantilista foi para as praias, nada se divulga da serra ou Lages, só se aconteça algum crime que gere ibope. Devemos guardar a época das grandes excursões, dos grandes shows, hoje vemos isso nas tvs abertas. Vão ficar terceirizando por migalhas, até que a festa acabe totalmente e algum prefeito ou deputado abobalhado crie alguma coisa para o lugar.

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  3. Na época do Eliseu que foi feito a parceria com a iniciativa privada, tinha ficado legal, tinha os bailes no palco nativista, tinha o espaço dos CTGs pavilhão inclusive com restaurante, homem pilchado e mulher de prenda pagavam meia entrada, tinha espaço cultural, e hoje nada mais disso. Na última festa eram duas horas da manhã em um sábado e nada mais tinha.

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  4. A concepção da festa adotada em 2014 foi muito boa, o lado cultural estava presente na festa e muito forte, e agora está um desastre, estão acabando com a festa como acabaram com o Natal felicidade!

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  5. Está nas mãos do tal do Giba, isso causa estranheza um edital deste porte ficar em aberto apenas 10 dias, já está certa a empresa, a mesma do ano passado, uma festa horrível sem tradição alguma, na frente nós portões uma escuridão, sem nada de telao.

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  6. E a mãe que dá pinhão, araucária, alguma campanha a favor dela, alguma plantada em decorrência da festa, ou isso não tem importância? Mas . . . só em Blumenau que a festa deles trouxe benefícios conforme proposta original! Mas , já na região do continente das lajens . . . todo ano comento isso e até agora nem uma resposta e ou nem pra me achincalhar!

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