Após o Ministro da Educação, Camilo Santana, assinar uma portaria com o reajuste de 15% no piso salarial dos professores na segunda-feira (16), o presidente da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures) e prefeito do município de São Joaquim, Giovani Nunes, afirmou que o posicionamento da entidade é contrária sobre o aumento neste primeiro momento.

O piso nacional do magistério representa o salário inicial das carreiras do magistério público da educação básica para a formação em nível médio e considera uma jornada de 40 horas semanais na modalidade normal de ensino. “A valorização dos nossos profissionais da educação é fator determinante para o crescimento do nosso país”, escreveu o ministro, ao anunciar o novo valor nas redes sociais.

O presidente da Amures afirmou que a associação entende o reconhecimento dos profissionais da educação, mas os municípios não fornecem os recursos necessários. “Sabemos que os professores merecem todo o incentivo e sabemos que merecem valorização tanto financeira quanto de capacitação, enfim, pleiteadas e custeadas pelos entes públicos, mas a gente é a favor de qualquer aumento dado pelo Ministério e pelo governo federal ou estadual, desde que tenhamos fonte de recursos”, disse Giovani.

O piso do magistério deve ser corrigido todos os anos pelo crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, estabelecido pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Para 2023, o fundo estabelecia o reajuste de 15% no valor, passando de R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55 no salário dos professores.

Segundo o presidente da Amures, o reajuste impactaria de forma significativa na folha salarial das cidades da Serra Catarinense. “Temos posicionamento contrário nesse momento, pois os municípios já têm as dificuldades, muitas deles, de já repor os 33% do piso e agora mais 15%, o que impacta muito no índice de folha”, afirmou Giovani

15 comentários em “”

  1. A serra prefer a idade da pedra do que investir em educação, quer dizer os apaniguados podem terem aumento, a educação não. Lembrem de Coreia, e os tigres asiáticos investem na educação.

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  2. Diz pro prefeito, fazer uma campanha e pedir a redução dos vencimentos de toda a classe política, aí sim, sobra dinheiro pro reajuste. Ou então, pode começar por ele, abrindo mão de 50% de seus vencimentos e destinar os outros 50% para a educação.
    E olha que esse reajuste é ainda muito pouco.

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  3. Como é bom, esse prefeito deve ser uma pessoa que já nasceu diplomado, não precisou de professores para lhe enssinar o a.b.c……ou quanto é 2 + 2…. será que é 5
    Tenha paciência, como pode ter eleitor em colocar um prefeito desse para gerir seu município….. lamentável

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  4. Só no Brasil investir em educação é considerada despesa!!!
    Vendem a Eletrobras e pagam juro da dívida pública aí não é despesa,pura hipocrisia..
    “Que pais é esse”!!!!

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  5. Como está a educação de São Joaquim? Será que eles ainda ainda falam: nois fumo, já imo, tamo junto, compremo, si falemo, dijaoji, ontionti, treisontionti…. Acredito que São Joaquim deve um dos piores índices de educação do estado

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  6. Caiu no meu conceito! Admirava esse jovem. Mais do mesmo. Mais um político serrano metido a espertalhão. Triste meus amigos comentaristas e Olivete. A Serra só pra trás com essa psedoelite política serrana. Quando deixaremos de ser últimos em tudo!!!

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  7. O valor de 25% da arrecadação dos municípios por lei destina-se para educação. Por exemplo se São Joaquin arrecada 10 milhões, deste 2.5 milhões deve ser para educação. Se houver 200 professores com novo salário o valor em remuneração será 880 mil. Tem ainda o Fundep, repasse do governo federal, que no RJ
    recebe mais R$ 4 mil Por matrícula de 1 aluno, por exemplo. Desse valor até 60% pode ser usado para pg salários de professores. Resumindo é só os prefeitos não desviarem o dinheiro da educação para entupir outros gastos dá e sobra….

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  8. Não ouvi reclamação do presidente da Amures no aumento dos salários dos Ministros do STF, que serve de teto para todo funcionalismo do 1⁰ escalão, onde o impacto é imenso por serem salários vultuosos, mas quando é aumento para professores, que
    o Brasil está entre as mais mal pagas do planeta e provavelmente a mais mal paga entre as funções que exigem graduação no funcionalismo público, mas que serve de palanque para divulgação própria e estar na mídia.
    Somente ficar repetindo o discurso todo ano que eles (professores) deveriam ganhar melhor, mas não fazer nada pra isso acontecer não consola ninguém, só mostra quem realmente são.

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  9. Professores, não esqueçam este posicionamento (típico da direita). Próximo as eleições ele tem os candidatos de preferência (que eles manipulam, como exemplo, uns deputados estaduais, que vivem pedindo a benção)………………….Fujam. Entenderem, né?

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  10. Esse posicionamento, é unanimidade entre os prefeitos da região serrana!! Por isso o descaso em relação a educação na região!! Lamentável que, o povo não sabe votar,tem memória curta, e acaba, elegendo e reelegendo os mesmos!! Agora dinheiro pra encher de apadrinhados AI TEM!!

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  11. Na Prefeitura de LAGES -SC não paga nem o reajuste de 3.845,63 que era de 2022 imagine esse valor de 2023 R$ 4.420,55 o Ministério Público tem que cobrar da Prefeitura Lei se cumpre e o Fundeb passa o valor. Cadê o MP para cobrar da prefeitura.
    Secretaria de Educação de Lages professor valorizado educação valorizada.

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  12. Robson discordo de teu posição. Escutei o prefeito (em exercício) de Lages, Juliano Polese Branco,e ele é contra esta nota da Amures. falou que os outros prefeitos não foram consultados. E pelo que ouvi, é a favor do reajuste. Acho que foi na Clube.

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