Tributação diferenciada deixa os preços mais caros em SC

A Associação Catarinense de Supermercados (Acats) está alertando os consumidores para o fato de que, por influência de decisões tributárias do Governo de SC, itens de impacto na cesta de compras de final de ano têm preços até 15% mais altos do que em estados vizinhos. Dois dos itens mais impactados e que tem a preferência do consumidor nesta época são os vinhos e espumantes, que em SC tem alíquota de 25% e de 17% nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná.

Outras decisões que poderiam deixar preços de produtos mais em conta para os consumidores catarinenses tiveram impacto apenas no âmbito dos fornecedores. Segundo a ACATS, recentes alterações da legislação tributária estadual beneficiaram os setores da indústria e do atacado, com redução da alíquota de 17% para 12%, muitas vezes sem o devido repasse dessa redução ao varejo, que por sua vez não consegue transferir a diferença no preço ao consumidor final.

Além de uma padronização tributária por uma alíquota mais baixa, a Associação Catarinense de Supermercados (Acats) já faz uma mobilização junto aos deputados da Assembleia Legislativa de SC e ao Governo do Estado para defender a aplicação de alíquota zero no ICMS sobre vinhos e espumantes produzidos em Santa Catarina.

3 comentários em “Tributação diferenciada deixa os preços mais caros em SC”

  1. Vão se lascar, tem que baixar impostos da comida, da cesta básica em geral, itens prioritários, carne, leite, arroz, feijão, imposto sobre “vinhos e espumantes” que se explodam, povo precisa é de alimentação, comida na mesa, aí se sobrar dinheiro e quem quiser comprar “vinhos e espumantes” que pague caro, por mim pode ir a 100% o imposto desses itens, para mim o que importa são os valores dos alimentos estarem acessíveis a todos.

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  2. Eu sou um humilde apreciador de vinhos, mas concordo plenamente com o Anderson Oliveira. Não tem qualquer cabimento falar em zerar tributação sobre esse itens num momento em que as pessoas estão tendo dificuldade de comprar os alimentos básicos. Não podemos mais ter um sistema tributário que pune os mais pobres com tanta violência. E também poderia ter havido o mínimo de decência da ACATS. Afinal de contas, dizer que eles (supermercadistas) seriam diferentes da indústria e do atacado e que repassariam a redução tributária é chamar o cidadão de bobo. Essas reduções tributárias são apenas incorporadas no lucro das empresas. Para chegarem ao consumidor leva muito tempo. Pois no Brasil, quando sobe o imposto o aumento é imediato. Quando cai a alíquota, demora muito para sermos recompensados.

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