A desistência da implantação do Business Park se deu pelo cansaço, diz ex-diretor da Praiatur

O depoimento prestado à CPI que apura irregularidades na ocupação do terreno da Sinotruk, do ex-diretor de novos negócios da empresa PraiaTur, Cristiano Santiago Vieira, foi esclarecedor para entender o que houve com relação a implantação do Lages business Park.

A empresa já tinha vencido a licitação para a implantação do parque e seis meses após, como previa no contrato, foi apresentado o projeto e, a partir dai, a Praiatur tinha dois anos para iniciar as obras. Contudo, três dias após a posse do Antônio Ceron, eles foram impedidos de entrarem no terreno do qual tinham a posse. O José Pires (Cowboy) tinha a ordem de não deixar ninguém entrar e também já foi aberta a cratera para a exploração de cascalho. “E cada vez que íamos lá havia uma nova construção”, disse.

Foram tantos os contratempos a ponto de em uma reunião da Acil o prefeito dizer que havia tido uma reunião com os empresários em Florianópolis, quando nunca houve tal reunião. “Nunca nos apresentaram nenhum documento oficializando qualquer decisão”, disse Cristiano. Eles estavam tentando negociar o valor da garantia e a prefeitura publicou na imprensa de que a Praiatur se negava a depositar o valor da garantia. Isso que a empresa já havia investido cerca de R$ 500 mil, até então, na contratação de profissionais para a projeto, em viagens (inclusive internacional), fora o tempo gasto com o projeto e o comprometimento com mais de 30 empresas que iriam se instalar ali. Tanto que já estavam estudando a possibilidade de comprar uma área anexa para ampliar o parque. Observa-se que na instalação do parque a prefeitura não teria nenhuma despesa além da doação do terreno e ainda teria 30% da área para usar.

O ex-diretor diz que visando obter um posicionamento da prefeitura foi pedido a instalação de um processo administrativo para apurar responsabilidade (pois havia um contrato assinado e a empresa tinha a posse do terreno) e questionava até a ocupação da área. Mas “nunca obtivemos qualquer resposta”, diz.

A desistência da empresa se deu pelo cansaço. Os proprietários da Praiatur entenderam que preferiam estar onde fossem bem-vindos”, observou.

Cristiano destacou que por diversas vezes cobrou o resultado do processo administrativo e uma destas vezes se dirigiu ao então procurador do município, Agnelo Miranda que foi enfático: “este projeto não é prioridade para nós, não iremos cuidar do filho dos outros, mas do nosso filho”

15 comentários em “A desistência da implantação do Business Park se deu pelo cansaço, diz ex-diretor da Praiatur”

  1. Meu Deus !.abortaram um grande projeto para o desenvolvimento para Lages e região, porque éra um projeto do Elizeu.
    Quem está pagando o preço é Lages e a região. Ficou claro que abortaram o projeto do Lages business park.

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  2. Quem vai pagar por centenas de empregos jogados fora? Quem vai pagar pela raiva e ódio? Quem vai pagar pelo aborto de um projeto que seria um grande divisor de águas na economia de Lages e região? Só não vê quem nao quer, abortaram um projeto fantástico, porque não era filho deles e sim do Elizeu.

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  3. Iria ser mais dinheiro jogado fora, além do terreno e terraplanagem. Na verdade é que mtos erraram nessa situação, seja o Renatinho na negociação do terreno, o Elizeu na compra e gastos, além da autorização para utilização do terreno por terceiros e o Ceron que continuou autorizando sua utilização. São 3 prefeitos que erraram.
    O problema são os gados que os defendem.

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  4. Rafael, se informe antes de opinar, quem comprou o terreno foi o Renatinho para um um projeto interessante que não se concretizou, não por culpa dele, que era a sinotruck. O lages busines Park era um super projeto copiado no que está dando certo no Brasil, um exemplo é o Perine busines de Joinville, e mais , o município não colocaria um real sequer em infraestrutura, tudo seria bancado pelos empresários e 30 % da área ficaria para o município com toda a infraestrutura instalada, era um grande negócio. O Lages busines seria o grande negócio para o desenvolvimento da região na questão econômica.

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    • e quem pagou?
      o final da manhã desta quinta-feira (24), o município de Lages efetuou o pagamento de R$ 6.880.314,16 ao proprietário da área de 1.526.331,63 metros quadrados, localizada no distrito de Índios. Com isso, foi assinado o contrato de compra e venda do imóvel que servirá para a implantação da unidade fabril da multinacional chinesa Sinotruk. Com o repasse deste dinheiro, o termo de emissão de posse já foi realizado e as obras de terraplanagem devem ter início agora no mês de fevereiro. “A partir de agora o terreno não é mais entrave para a instalação da Sinotruk em nosso município”, comentou o prefeito Elizeu Mattos.

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  5. Rafael vá se informar antes de falar, veja o resultado do condomínio de Joinville para Joinville, se informe sobre o que significa os condomínios empresariais para a cidade de Aparecida de Goiânia.
    Por birra , Lages perdeu um grande investimento, pois preferiram não deixar acontecer a instalação de quase uma centena de empresas sem custos algum para o município, para lá deixar um Cowboy e um funcionário comissionado da prefeitura morando e criando bois. Não existe defesa para isso. Vergonha, malversaçao da coisa pública. Poderíamos hj estar comemorando milhares de empregos, mas…

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    • e quem pagou?
      o final da manhã desta quinta-feira (24), o município de Lages efetuou o pagamento de R$ 6.880.314,16 ao proprietário da área de 1.526.331,63 metros quadrados, localizada no distrito de Índios. Com isso, foi assinado o contrato de compra e venda do imóvel que servirá para a implantação da unidade fabril da multinacional chinesa Sinotruk. Com o repasse deste dinheiro, o termo de emissão de posse já foi realizado e as obras de terraplanagem devem ter início agora no mês de fevereiro. “A partir de agora o terreno não é mais entrave para a instalação da Sinotruk em nosso município”, comentou o prefeito Elizeu Mattos.

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  6. Seria bom houver as duas partes. Eu era membro da comissão como representante da ACIL afim de acompanhar o processo.
    O único que não cumpriu com as cláusulas contratuais, a pesar de declarar ter conhecimento, foi justamente a Paiatur. Que teria de realizar um depósito a título de caução de 10% do valor do contrato. O depósito seria de 2,5 milhões. Com a opção de carta de fiança ou títulos da Dívida Pública. Neste último caso ele resolveria com uns 300 mil.
    Claro que o maior prejudicado foi o paciente e competente Cristiano que investiu muita energia no negócio.
    Possuo toda a documentação o posso expor a quem dúvidas sobrarem.

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  7. Tudo o que lembro é que No final da manhã do dia 2/01/2013, o município de Lages efetuou o pagamento de R$ 6.880.314,16 ao proprietário da área de 1.526.331,63 metros quadrados, localizada no distrito de Índios.. um valor mais de 2 duas vezes mais caro do que o valor de mercado da época…

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  8. Fica a dica, Eduardo e Jonas, não sejam gados de políticos, os caras não estão nem aí pra nós. O cara pintou e bordou na prefa, roubou, foi preso, e vcs ainda o defendem, por favor tirem a venda.

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  9. Não me espanta essa notícia, Antônio não fez nada de interessante nesses 6 anos de governo. Fez um empréstimo de 50 milhões de reais, pq o Raimundo disse na eleição que tinha guardado o dinheiro para Lages (e os bolsominions, digo, os apoiadores de coronéis acreditaram!) a gente, cidadão lageano “de bem” e patriota vai pagar. E nada mais.
    Tonhão parou nos 80.
    Mas se fosse terreno pra abrir loja, farmácia ou atacadista, o projeto sairia do papel.
    Mas indústrias não, isso não faz bem para Lages.

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