Governador explicou porque não pode repor as perdas do servidores agora

“O governo tem vontade de fazer. Rever especialmente as perdas inflacionárias dos servidores, mas obviamente que a gente tem que observar as oportunidades de caixa do governo. Nós não podemos conceder reajuste do que as pessoas tem a expectativa de receber e sim daquilo que é possível, daquilo que é realidade”, afirmou o governador Carlos Moisés, na segunda-feira.

Segundo o governo, apesar de fechar o ano com aumento de arrecadação de mais de 12%, o Estado passou muito próximo de atrasar salários. A conta da Fazenda é de que, em 2019, era preciso um aumento de no mínimo 8% para cumprir o pagamento em dia da folha. Para 2020, a necessidade deve ficar muito próxima desse número. 

“Nós não temos prazo para dizer assim ‘Olha, daqui tanto tempo a gente pode começar a pensar em reposição salarial’. Nós fechamos a folha de pagamento no final de dezembro tirando dinheiro daqui e dali, depois a gente restitui, para ter um fôlego para fechar o 13º e o salário dos servidores”, disse. 

Segundo a Fazenda, o Estado terminou 2019 com um déficit de R$ 1 bilhão. A expectativa do governo é de zerar a conta em 2020. O secretário da Pasta, Paulo Eli, diz que o déficit mensal deve acabar até julho, mas a meta oficial é outubro “para ter margem”. Além disso, tramita na Assembleia a reforma da Previdência no Estado, que visa alinhar Santa Catarina com a legislação federal e ampliar as economias. 

1 comentário em “Governador explicou porque não pode repor as perdas do servidores agora”

  1. Ele não menciona Tribunal de Contas e Fazenda, que possuem gratificações diferenciadas e não precisam de reposições, mas ganham aumento periodicamente. A Reforma do Estado é fascista simplesmente acaba com a categoria dos servidores. Eu ouço esta conversa fiada há vários anos, nunca há folga.

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