Sonegação fiscal em SC atinge mais de R$ 10 bilhões

O presidente do Sindicato dos Fiscais da Fazenda do Estado de SC (Sindifisco), José Antônio Farenzena, esteve ontem (27) na Assembleia para falar da administração tributária catarinense e esclarecer os parlamentares sobre as declarações do governador Carlos Moisés da Silva, que a sonegação fiscal em SC atinge mais de R$ 10 bilhões.

“Os índices de sonegação tributária dizem que a média catarinense é de 4% enquanto que nacionalmente a média é de 20%, tem que saber diferenciar. Santa Catarina é um estado muito à frente dos demais. É uma injustiça com o contribuinte catarinense, com o bom pagador de impostos e com o trabalho do fisco, jogar ao vento números que não são factíveis.”

Farenzena disse que a arrecadação vem aumentando graças  ao trabalho do fisco, fazendo com que o estado ultrapassasse a Bahia, ocupando a sexta posição nacional.

A arrecadação de tributos estaduais no primeiro semestre deste ano apresentou crescimento de 6,79% em relação ao valor total arrecadado no mesmo período do ano passado pelos estados brasileiros e Distrito Federal. “Este número expressa a pujança catarinense, o quanto o fisco vem atuando de forma ágil, na vanguarda do Brasil. Nossos estados vizinhos estão com arrecadação de 2% a 3% e aqui crescendo, pelo nosso trabalho, índole dos catarinenses e pelo trabalho em conjunto com a sociedade.”

Como exemplo, o presidente do Sindifisco falou do combate à sonegação no setor de combustíveis. Observou que a média de sonegação nacional neste setor gira em torno de 20% e em Santa Catarina é inferior a 1%. “Devido a um trabalho que vem sendo realizado em conjunto com o setor, com metodologia avançada, fazendo com que todos sejam cobrados de forma igualitária.” Para Faremzena, os estudos que demonstram irregularidade tributária não podem ser aplicados em Santa Catarina. “O estado está abaixo desta média. Nosso trabalho é de vanguarda.”

2 comentários em “Sonegação fiscal em SC atinge mais de R$ 10 bilhões”

  1. Existe muita sonegação no Estado e todos sabem disso, o Sindifisco sempre tentou minimizar esta situação enaltecendo o trabalho do fiscal, mera aparência, o empresario que votou em Bolsonaro e que é contra a corrupção é o que mais sonega, a triste cultura brasileira de achar que o errado é o outro ou a Lei de Jerson.

    Responder

Deixe um comentário para Névio S. Filho Cancelar resposta