Mulheres se reúnem no presídio de Lages para falar sobre câncer de mama

Fotos: Taina Borges

Nesta quarta-feira (23), o assunto no Presídio Regional de Lages foi câncer de mama. Cerca de 70 detentas se reuniram para ouvir Eloilse de Oliveira, do projeto “Alô, Elô”, falar sobre a experiência com a doença.

Uma das primeiras perguntas feitas por Elô às mulheres buscou saber quantas conhecem alguém que teve o câncer. Um grande número levantou a mão porque mães, tias, amigas ou conhecidas receberam o diagnóstico. Umas se curaram, outras não, como uma das colegas de cela morta pela doença.

Os pais de Elô morreram por conta do câncer. A irmã mais velha teve a doença na mama três vezes. Há nove anos, no dia de natal, ela descobriu um nódulo no peito. A notícia chocou. O tratamento feito inteiramente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) deu certo e a cura foi possível. “O assunto é chato, mas não me canso de falar porque essa doença mata”, reiterou para as presas.

O projeto nasceu por incentivo do juiz Silvio Orsatto, da comarca de Lages. E por meio dele, Elô, que foi servidora no Judiciário, tem chegado a mulheres e homens em palestras nas escolas, empresas, instituições e entidades para dar seu depoimento com foco na prevenção e o diagnóstico precoce.

 

3 comentários em “Mulheres se reúnem no presídio de Lages para falar sobre câncer de mama”

  1. A sociedade é injusta, exploramos e excluímos estas mulheres do essencial para a vida, as prendemos para criar uma pedagogia para as elites e depois como forma de perdoar nossa atitudes as enchemos de cursos e palestras que a maior parte nem sabem para que irão utilizar. A justiça sempre apenará pobres e blindará os ricos, essa é os ditames da vida. Porque adoramos fazer caridade com os pobres, mas ficamos assustados quando se fala em igualdade social, não queremos igualdade, mas a religião impõe caridade, em uma serra em que a religião impera, a pobreza toma magnitudes imensas. Se a sociedade fosse justa não precisaríamos de presídios.

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  2. Névio, nós não “a prendemos”. Se foram presas, é porque burlaram a lei, e deram motivos para estarem no cárcere. Ninguém prende ninguém sem motivo. Inclusive o teu ídolo presidiário que “quase” ganhou o nobel, tem vários motivos para estar preso.

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  3. Marcio, leia o meu texto, você não o leu, por isso teus argumentos são fracos, um senso comum muito diminuto da sociedade, que é o usual, vai se inteirar socialmente dos conflitos e não reproduza o que não possui conteúdo, não ter cultura é feio rapaz.

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