Orçamento ainda é apertado

 

Embora o orçamento da prefeitura para esse ano tenha crescido pouco em relação ao ano passado – foi de R$ 480 milhões – esse ano quase chega à casa dos R$ 500 milhões.

É certo que pouco mais da metade vai apenas para o pagamento da folha dos servidores, cujo quadro conta hoje com quase seis mil funcionários, ainda assim é muito dinheiro.

 

A Secretaria da Saúde lidera o ranking das pastas com maior orçamento, atingindo a casa dos R$ 113,7 milhões. Seguida da pasta da educação com seus R$ 110,6 milhões. Em terceiro lugar vem a Infraestrutura e a Semasa, com orçamentos de R$ 44 milhões cada.

Se tomarmos os números e as responsabilidades afetas a cada pasta, poderíamos dizer que pelas demandas da Infraestrutura, o orçamento deveria ficar próximo ao da Saúde ou educação.

Mas há exigência legal para a Saúde ( 16% da receita) e educação (25% da receita), sem contar que enquanto o dinheiro para a Infraestrutura seja os chamados “próprios”, computado aí um ou outro convênio para obras, o dinheiro da saúde, em sua maioria vem de programas federais e estaduais.

Além de que, como lembra a secretária Cristina Subtil, “parece muito, mas não conseguimos com ele fazer toda a saúde de Lages. Infelizmente o SUS é para todos no papel e na constituição, mas o financiamento público para a saúde precisa mais do que R$ 113 milhões,” sustenta ela.  

 

Acrescenta que, para cobrir as demandas é preciso uma ginástica, porque o número de exames solicitados e as possibilidades de fazer mais tratamentos, vêm num crescendo, na mesma medida em que o dinheiro vai encurtando.

 

E como lembra Subtil, “temos ainda o Ministério Público que nos provoca para as internações compulsórias de pacientes com dependência química, com transtorno mental que tudo isso é particular e não há secretaria da Saúde nenhuma que consiga suportar toda essa medicações e internações solicitadas via judicial”.

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