A Associação Cultural Brasil Japão, de Frei Rogério, comemora neste final de semana, no Parque Sakura Matsuri, a Florada da Cerejeira.
Há dias as mais de 20 famílias da Colônia Japonesa festeja a curta florada das cerejeiras que dura apenas uma semana.

O Parque Sakura ganhou projeção nacional e internacional, pelas mãos de um dos pioneiros do núcleo, Kazumi Ogawa. Ele que morreu, vítima de infarto em 5 de setembro 2012, aos 82 anos, apenas três dias depois de ter encerrada a festa da Florada da Cerejeira. Kazumi Ogawa era um dos sobreviventes da bomba atômica que destruiu Nagasaki no Japão, em 1945. E deixou sobre os ombros de seu cunhado Wataru Ogawa de 85 anos, o compromisso de continuar uma história de cultura de paz que completa 69 anos.
Sakura Matsuri

Arborizado com espécies de árvores oriundas do Japão, o Parque Sakura Matsuri é referência em Santa Catarina. Entre as espécies constam castanheiras, gliclíneas, azaleias e ginkgo bilobas, além da predominância das cerejeiras.
Além da beleza singular do parque, os visitantes podem acompanhar apresentações culturais e folclóricas. Como de arte marciais Kendô, Bujutsu e Iai-Dô. As danças japonesas, Taikô, Karaokê e cerimônia do chá.

Os visitantes poderão passar também pelo Museu da Paz, onde está o sino com idade aproximada de 1.600 Depois de Cristo e que retrata a história de Hiroshima e Nagasaki.
Wataru e o filho Naoke assumiram
legado da Paz

Encontrado entre os escombros de um Templo Budista de Nagasaki no Japão, após o fim da Segunda Guerra Mundial, o Sino da Paz foi trazido para o Brasil por esforços de Kazumi Ogawa. Sobrevivente do holocausto Kazumi queria homenagear os sobreviventes e conseguiu em 1998, trazer o Sino da Paz para Frei Rogério.
Fotos e informações: Oneris Lopes
