As fortes chuvas que atingiram a cidade provocaram novos pontos de alagamento e trouxeram novamente à tona um problema crónico de infraestrutura e mobilidade: o isolamento do bairro Sagrado. Transformado numa autêntica “ilha” em dias de precipitação intensa, o bairro enfrenta sérios problemas de acessibilidade devido à falta de abertura e desimpedimento de vias estratégicas para o tráfego.
Segundo relatos de residentes, vários dos principais acessos à localidade encontram-se intransitáveis por conta das inundações. Pontos críticos incluem as imediações da antiga Tapajós (nas proximidades da Queops), além das ruas Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca, onde o acúmulo de água impede a passagem de veículos. Quem se desloca do centro da cidade em direção ao bairro pela Avenida Duque de Caxias vê-se obrigado a fazer longos desvios, restando praticamente a Avenida Getúlio Vargas como única via de entrada funcional.
O bloqueio dos acessos gera transtornos diretos na rotina das famílias, afetando inclusive o transporte escolar e o acesso a instituições de ensino da região, como o Colégio Sigma. Para conseguir chegar às escolas ou a residências específicas, condutores precisam dar voltas extensas por dentro do bairro a partir da rota da Getúlio Vargas.
Moradores sustentam que o Sagrado deve ter a sua malha viária planeada para funcionar como um ponto de escoamento de trânsito fluido e não como uma área isolada da malha urbana. Diante dos recorrentes prejuízos à circulação, a comunidade critica a falta de medidas efetivas por parte da administração municipal e apela urgentemente por intervenções de drenagem e abertura de vias na região.

Prezada Olivete
Perfeita a sua síntese.
Cito como exemplo as ruas Nilo Peçanha, João Rogério Floriani, Afonso Pena que não possuem ligação com a Avenida Duque de Caxias.
Não entendo como podem planejar Lages mantendo o sagrado ilhado por interesses de alguns moradores que simplesmente não querem essas aberturas e nem sequer o asfaltamento de ruas do bairro. Isso atrapalha a mobilidade urbana e causa sérios transtornos.
Além disso temos paralelepípedos em péssimo estado que transformam o deslocamento no bairro um verdadeiro desafio.
Precisamos repensar a malha viária do sagrado e integrá-la ao sistema de mobilidade de Lages.
Isso é uma medida de urgência.
Realmente é isso que ocorre, alguns pensam o bairro como a 40 anos atrás, área exclusiva para moradores. A cidade cresceu e precisa de ligações entre o Coral e área da Duque. Bairro não é condomínio fechado e não é área exclusiva dos moradores