O Partido Liberal (PL) de Santa Catarina realiza sua convenção oficializando as cabeças de chapa ao governo e ao Senado, mas adia a escolha das suplências para as duas vagas ao Congresso. A decisão de deixar os nomes da suplência em aberto reflete o afunilamento das negociações com partidos aliados.
A estratégia visa manter o poder de barganha até a data-limite de registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. A distribuição das vagas de suplentes é tratada como peça-chave nas negociações de apoio regional e na consolidação da coligação que sustenta o projeto governista.
A jogada é puramente estratégica: as suplências são moedas valiosas no xadrez eleitoral e servem de trunfo final na acomodação de espaço dos partidos que integram o arco de alianças.
Guardar os nomes das suplências até o limite do prazo eleitoral permite ao governador Jorginho Mello contornar insatisfações e costurar apoios regionais de peso. Nos bastidores, a disputa pelas vagas de reserva às cadeiras senatoriais segue acirrada entre as legendas coligadas.