Se o Progressistas (PP) chega à convenção em chamas, o Republicanos — partido da prefeita Carmen Zanotto — também enfrenta suas próprias dores de crescimento nos bastidores deste segundo semestre de 2026.
A sigla, que ganhou um protagonismo gigantesco em Santa Catarina ao se alinhar oficialmente ao governador Jorginho Mello (PL), vive uma queda de braço silenciosa, mas intensa, entre duas visões de poder.
A disputa interna não é sobre romper com o governo estadual, mas sim sobre quem vai mandar no rumo e no cofre do partido para as eleições:
A Ala Municipalista (O “Grupo Carmen”): Liderada pela prefeita de Lages e por prefeitos do interior, essa ala defende que o foco total do partido deve ser estruturar as bases municipais e garantir espaço administrativo. Carmen, usando sua força na AMURES e sua entrega de peso (como a recente liberação do terreno da Policlínica Regional), quer que o partido privilegie as lideranças que estão no dia a dia das cidades.
A Ala da Capital (O “Grupo do Litoral”): Capitaneada por deputados e lideranças fortemente ligadas à base evangélica e ao litoral do estado, essa ala quer nacionalizar o debate. Eles defendem que o Republicanos deve focar prioritariamente na eleição de uma bancada federal e estadual robusta e ultraconservadora, alinhada ao projeto de 2026, mesmo que isso signifique sufocar algumas alianças regionais históricas construídas no interior.