Celesc transformou em aço 75 toneladas de cabos

A Celesc implementou um modelo inovador para resolver a crise de segurança e infraestrutura gerada pelo emaranhado de cabos clandestinos e excedentes nos postes de Santa Catarina. Alinhada à Política Nacional de Resíduos Sólidos, a iniciativa já recolheu e destinou à reciclagem 75 toneladas de cabos, transformando um passivo urbano em impacto social e matéria-prima industrial.

Os fios recolhidos nas fiscalizações são doados para cooperativas de reciclagem, como a Reciclavale, em Itajaí. O material garante a subsistência de dezenas de famílias e financia a manutenção da cooperativa. Além disso, móveis antigos da Celesc são restaurados pelas cooperadas e doados a comunidades carentes.

 Após a triagem inicial, os lotes são enviados para a Soffer Sucatas, em Tijucas. Utilizando maquinário de alta performance (shredder), a empresa tritura o material e faz a separação rigorosa entre plástico/borracha e os componentes metálicos, gerando emprego e preparando o metal para a siderurgia.

 Na etapa final, a sucata metálica limpa é vendida para uma multinacional metalúrgica. Derretido em fornos elétricos, o resíduo vira aço líquido de alta qualidade e retorna ao mercado na forma de vergalhões, perfis e arames para abastecer grandes obras de infraestrutura nacional.

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