
Integrantes e participantes ligados ao desenvolvimento urbano de Lages vêm demonstrando preocupação com a condução do Conselho Municipal de Desenvolvimento Territorial (CMDT), especialmente diante da ausência de diálogo aberto e da falta de reuniões regulares do órgão.
Uma conversa recente em grupo institucional do conselho, envolvendo questionamentos sobre obras de calçadas e acessibilidade urbana, gerou desconforto entre participantes após a postura adotada pelo secretário responsável pela pasta de planejamento. No debate, um integrante apontou possíveis falhas na execução de piso tátil e sinalização acessível em uma obra de calçada pública numa das esquinas mais movimentadas do centro da cidade Integrantes e participantes ligados ao desenvolvimento urbano de Lages vêm demonstrando preocupação com a condução do Conselho Municipal de Desenvolvimento Territorial (CMDT), especialmente diante da ausência de diálogo aberto e da falta de reuniões regulares do órgão.
Uma conversa recente em grupo institucional do conselho, envolvendo questionamentos sobre obras de calçadas e acessibilidade urbana, gerou desconforto entre participantes após a postura adotada pelo secretário responsável pela pasta de planejamento. No debate, um integrante apontou possíveis falhas na execução de piso tátil e sinalização acessível em uma obra pública, alertando para problemas técnicos que poderiam comprometer a mobilidade de pessoas com deficiência visual.
Em resposta, a orientação dada foi para que denúncias fossem formalizadas apenas pelos “canais oficiais”, afirmando ainda que o grupo não teria essa finalidade. Após a insistência do participante em alertar que os erros poderiam continuar acontecendo durante a execução da obra, foi informado que “as mensagens seriam enviadas apenas pelos administradores”, limitando a participação dos demais membros no grupo.
A situação levantou questionamentos sobre transparência, escuta técnica e participação democrática dentro de um conselho que, por natureza, deveria justamente promover debate qualificado sobre planejamento urbano, mobilidade, acessibilidade, patrimônio, uso do solo e desenvolvimento da cidade.
O CMDT tem como função discutir políticas públicas urbanas, analisar propostas relacionadas ao território municipal e garantir participação da sociedade civil organizada nas decisões que impactam a cidade. Conselhos dessa natureza existem para ampliar o diálogo entre poder público, entidades técnicas e população, fortalecendo o controle social e a construção coletiva das políticas urbanas.
Outro ponto que vem causando preocupação é a falta de regularidade das reuniões do conselho. Segundo integrantes, não houve reunião no mês de abril e, já próximo ao final de maio, ainda não houve confirmação oficial de convocação, definição de pauta ou envio antecipado de documentos para análise, comprometendo o funcionamento adequado do colegiado e a participação efetiva de seus membros.
A ausência de calendário, previsibilidade e abertura para debate técnico acaba enfraquecendo um espaço que deveria ser estratégico para o futuro urbano de Lages, especialmente em temas sensíveis como acessibilidade, fiscalização de obras públicas, planejamento territorial e preservação da qualidade urbana., alertando para problemas técnicos que poderiam comprometer a mobilidade de pessoas com deficiência visual.
