Depois de uma longa reunião realizada na sexta-feira à noite, o PP local decidiu que vai repetir a aliança com o PSD, mais uma vez, para apoiar a candidatura de Antônio Ceron.
Fica novamente com a vice-candidatura. A decisão quanto ao nome a ser indicado vai ficar lá para as vésperas da convenção, em 5 de agosto.

É quase certo que agora é a vez do vereador Luiz Marin.

Em 2012 já era para ser ele, mas o ex-prefeito Renatinho insistiu com a indicação da então secretária da Educação, Sirlei Rodrigues. Isso porque, contava com o apoio dos professores, que acabou não vindo.
PP se encolheu
Na realidade, o PP que vinha revigorado com a renovação e coesão após a morte de seu líder maior, ganhou espaço e perspectiva com a pré-candidatura de Arnaldo Moraes. Agora, com essa decisão, se encolhe.
Uma pena, porque fez calar uma liderança em quem muita gente apostava e que por míseros 63 votos deixou de ser deputado estadual em 2010.
Sabemos que o problema do PP era a falta de recursos para tocar uma campanha à majoritária. Por isso era precisa buscar aliados. Tinha duas opções: o PSDB de Roberto Amaral e o PSD de Antônio Ceron. Optou pelo último e descartou Arnaldo. Para ele deve ter sido um golpe. Tanto que se recolheu.

Na verdade, esse foi o segundo golpe na sua carreira política. O primeiro foi quando ainda estava no PSD (PFL). Apostou que poderia ser o candidato do partido a prefeito. Mas, o partido acabou recuando, quando fez a coligação com o PPS de Fernando Coruja e o PMDB, e indicou de vice seu tio, Oswaldo Uncini.

A resposta de Arnaldo foi a mudança de sigla em hora e lugar certo. Eleito vereador, foi presidente da Câmara e assumiu a prefeitura interinamente, mudando-se de mala e cuia para o PP.

No PP, o ex-prefeito Renatinho apostou nele e quase o fez deputado. Mas, o credenciou para voltar a sonhar com a prefeitura. Desta vez o partido parecia estar muito coeso no propósito de levar a candidatura de Arnaldo até o fim. Na hora “H”, novamente foi preterido.
Com essa decisão sua carreira política sofreu um golpe mortal. De resto, o quadro eleitoral começa a se definir com o agrupamento das siglas.
Três candidaturas já estão certas: uma da situação para a reeleição de Elizeu; outra de Antônio Ceron e, uma terceira, de Marcius Machado. A expectativa continua sendo o PSDB. Se Roberto Amaral sai candidato ou se alia a uma das coligações já firmadas fará diferença para o resultado final.