


A expectativa da prefeitura é de que na próxima semana a licitação das obras de revitalização do centro deverá ser relançada. Mas a obra não deve começar antes de outubro, em função do calendário eleitoral.

Fica novamente para o final do ano o início das obras e o impasse com relação à programação natalidade e a decoração das ruas centrais. Mas agora será inevitável, sob pena de protelar ainda mais, comprometendo sua execução uma vez que os recursos já estão em caixa.
Estes recursos não podem ficar infinitamente em conta, pois há prazos para a prestação de contas. “Se licita errado a obra terá de parar lá na frente. Então é melhor que se faça isso agora para que no momento que a obra comece vá até o final”, justificou o prefeito Ceron. Com a releitura do projeto a obra teve uma redução do custo que permitirá a execução de outras complementares, como a pavimentação da rua Coronel Córdova até a altura do Colégio Bom Jesus e a revitalização da Praça da catedral e que não estavam no projeto original.
Porque a licitação foi suspensa mesmo? Agora no final do processo foi descoberto que tinha um problema no tocante a iluminação e que foi necessário então suspender a licitação para que se corrigisse. Por incrível que pareça este erro foi da elaboração do projeto e tem relação com os transformadores do sistema da rede subterrânea.

Iguais a estas da praça da Catedral
Eles estão instalados no chão do calçadão. Em local bem visível. Ao elaborar o projeto, os arquitetos decidiram removê-lo para outro local mais discreto. Não tinham noção de que dali saem cabos de alta tensão que não permitem emendas. A remoção exigiria isso.
Alguém deu o alerta e a licitação foi suspensa no dia em que estava determinada a abertura das propostas. Agora, os transformadores vão permanecer onde estão e os arquitetos buscaram uma solução para melhorar o visual dos mesmos.
Tanto as prefeituras de Palmeira quanto de Otacílio Costa suspenderam os repasses ao Hospital Santa Clara, de Otacílio Costa, porque há irregularidades nas contas da instituição regida por uma sociedade filantrópica.
A prefeita de Palmeira, Fernanda Córdova, disse que está impedida de repassar recursos justamente porque não há transparência nas contas do hospital. O prefeito de Otacílio Costa, Tio Ligas, também suspendeu os repasses por recomendação do Ministério Público. Aliás, o hospital está hoje impedido de receber qualquer verba pública. Já por várias vezes a direção do hospital Santa Clara foi chamada pelos vereadores para explicar a situação da unidade, mas em nenhuma das vezes atendeu ao chamamento.
Os vereadores de Otacílio Costa queriam apenas algumas explicações com relação aos números, tanto de funcionários como das contas e dívidas desta instituição. Alguns deles acusam a direção de usar o hospital como prêmio político, permitindo que vereadores e apadrinhados se sirvam dos cargos para beneficiar correligionários.
No ano passado questionei que um vereador tinha três pessoas da mesma família empregados lá. Reclamou por espaço para sua versão dos fatos, mas até hoje não enviou resposta alguma.

São Joaquim se consolida como o segundo município de economia mais forte na Serra Catarinense. É o que revela o assessor de Movimento Econômico da Amures Adilsom de Oliveira Branco, que fez apresentação dos números aos prefeitos em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (11), no auditório da MidiLages, na Uniplac.
E nesse contesto São joaquim vinha mantendo uma taxa média de crescimento anual e desde o ano passado ultrapassou Otacílio Costa, que ocupava a segunda posição no ranking das maiores economias regionais. Valor Adicionado de São Joaquim é de R$ 582 milhões, o de Otacílio Costa está em R$ 580 milhões e Lages lidera absoluta com mais de R$ 4.3 bilhões representando mais de 50% de toda movimentação econômica da Serra Catarinense.
O salto econômico de São Joaquim é associado a crescente produção de maçã e a industrialização da fruta. Somam-se a produção de pecuária e a atividade da vitivinicultura como alicerces na solidificação da economia joaquinense.
Foto: Oneris Lopes

O prefeito Antonio Ceron sancionou ontem (11) a Lei nº 4270, que autoriza o Poder Executivo municipal a ceder terras declaradas de utilidade pública, através dos decretos nº 15.269 e 15.515, à empresa Berneck S.A Painéis e Serrados.
São duas áreas localizadas na Fazenda Cruz de Malta, às margens da BR 116. Uma que pertencia à família Schroeder e outra da Seara Alimentos LTDA. Após esta etapa, a Procuradoria Geral do Município trabalha de forma imediata no processo de cessão pública para a empresa. “Iremos comunicar os empresários e investidores para que possam dar continuidade ao processo de instalação do parque fabril na cidade. Com muito trabalho e comprometimento de toda equipe conseguimos vencer as pendências judiciais para que possamos alavancar o desenvolvimento econômico de Lages”, disse o prefeito.
Agora só esperar que as obras iniciam o mais rápido possível.
Ao ocupar a tribuna para falar sobre o Projeto de Lei (PL) 97/2018, do governo do Estado, que trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de SC para o exercício financeiro de 2019, o deputado Fernando Coruja ressaltou que “a LDO, criada na Constituição de 88, é uma ficção, ninguém respeita a LDO – o governo não respeita e o parlamento não fiscaliza”, resumiu ele.

O caos nas contas do Estado na administração Raimundo Colombo voltou a ser citado por Coruja. “As pedaladas da Celesc, no valor de R$1 bilhão – manobra contábil executada no final de 2016 para viabilizar o pagamento dos salários. No final de dezembro de 2017 o ex-governador Colombo se utilizou de mais uma manobra, para tentar fechar as contas: editou a medida provisória (MP 218/17) publicada no dia 28 de dezembro, para permitir que a verba do fundo destinado aos hospitais filantrópicos fosse contabilizada no percentual mínimo que o estado precisa investir em saúde”.
O deputado ressaltou que a sua maior preocupação é com o futuro e “essas pedaladas comprometem o futuro de Santa Catarina”.
Coruja disse que “tem muita renúncia fiscal, algo podre no reino da Dinamarca e é necessário botar o dedo nessa caixa preta”. Ele lembrou aos deputados que por diversas ocasiões os parlamentares da Casa convocaram o então secretário da Fazenda para prestar informações sobre as finanças do Estado “sem sucesso”.
Lembrou ainda que foi encaminhado pela Alesc Pedido de Informação (de sua autoria) sobre os três últimos REFIS implantados no Estado e como resposta foi dito que “as empresas beneficiadas, os débitos que ingressaram nos programas e os benefícios concedidos são protegidos pelo sigilo fiscal”.
O deputado Marcos Vieira criticou o excesso na política do Governo do Estado que concede isenção fiscal para empresas. Atualmente, Santa Catarina deixa de arrecadar quase 6 bilhões por ano.
De acordo com o deputado, quase ¼ de todo o imposto arrecadado não fica nos cofres públicos. “E por isso falta dinheiro para obras essenciais, como a manutenção de rodovias, construção de escolas ou hospitais”, disse o deputado.
Ao usar a tribuna da Alesc, na tarde de ontem, durante a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a qual o deputado foi relator, Marcos Vieira defendeu que a Alesc volte a ter a prerrogativa de conceder ou não os benefícios. “Alguns setores precisam realmente de incentivos, mas da forma como está sendo feito, o Estado decide para quem merece ou não e isso pode ser injusto”, disse o deputado Marcos Vieira.
A LDO, que foi aprovada ontem, estima a receita e fixa a despesa para o ano seguinte. “Como não queremos que ninguém sofra prejuízos, estimamos uma redução gradual nessas concessões, que cheguem na média de R$ 420 milhões ao ano. Ao final de quatro anos, serão R$ 1,7 bilhões a mais nos cofres públicos, recurso que será usado em investimentos”, explicou o deputado Marcos Vieira.

O Plano Diretor de Desenvolvimento Territorial (PDDT), montado ao longo de 2017 e até então, em 2018, o Plano revê sua versão final apresentada ao prefeito Antonio Ceron, ao vice Juliano Polese e ao procurador-geral do Município, Agnelo Miranda, na manhã de ontem (11).
Com o aval do prefeito Antonio Ceron, o texto poderá ser novamente enviado à Câmara até amanhã, após inseridos os apontamentos básicos vistos como pertinentes, seguindo à votação final pelos vereadores. Claiton nota haver possibilidade de a redação passar pelas Comissões correlatas na segunda (16) e ser votada na terça (17), mas alerta para o recesso de sessões, de 18 de julho a 5 de agosto.
Algumas das questões tradas neste plano:
Zoneamento – Em Lages, atualmente há zoneamento com característica de inclinação maior para o segmento comercial ou residencial, amarrando o desenvolvimento do município. O Plano atualizado prevê justamente este tipo de aspecto, além da melhoria da infraestrutura, como ocorreu na avenida Nossa Senhora da Penha (bairro Penha), recentemente pavimentada e com modernização de urbanismo, alargamento da via, calçadas e acessibilidade, para a qual não havia previsão de ampliação de pontos comerciais, e então agora tem estímulo de novas instalações de estabelecimentos e coeficiente maior de construção.
No Sagrado Coração de Jesus, um bairro anteriormente praticamente inteiro residencial, ruas foram expandidas com a finalidade de que recebam pontos de serviços guardadas as proporções das moradias, mantidas as características do bairro.
Horários de funcionamento de estabelecimentos – Esta era uma discussão antiga entre prefeitura, Polícias Militar (PM) e Civil e Ministério Público (MP) e em um consenso se decidiu por definir horários de determinados locais, como bares, cafeterias, boates e casas de baile e de show.
Interior – A partir de agora haverá zoneamento específico no interior, como Salto Caveiras e Índios (distritos), ordenando o crescimento destas localidades junto ao urbano.
Recuos – No recuo de construção predial em relação ao alinhamento da via permanece como estava, de três ou quatro metros. No recuo em relação a cursos d’água, rios e lagos, a partir da sua margem, nas áreas consolidadas, ou seja, onde haja zoneamento específico, fica regulamentada distância padrão permitida de 15 metros. Antes dependia de legislação federal ou estadual, de 30 metros ou sem definição.
Ficará em 30 metros em áreas do perímetro urbano ou rurais sem zoneamento específico e consolidado. Terreno com demarcação e registro de imóvel com delimitação em lotes, por exemplo, significa ser zoneamento consolidado. Em resumo, compreende todo o perímetro urbano de Lages, onde há vais urbanas, mais o zoneamento do Salto e Índios. Em caso de dúvidas na intenção de construir, o cidadão pode se dirigir à Seplan, na rua Aristiliano Ramos, próximo à esquina com a rua Frei Rogério, e consultar previamente o mapa.
Torres de telefonia celular – Dez anos atrás não havia tantas e até então são pensadas como prédios, no Plano Diretor. No novo documento haverá um entendimento diferente porque as torres não causam impacto como edifícios em relação à sombra e afastamento de vias.
Área de saúde do Tereza Ramos – O espaço do Hospital mais que dobrará depois da ampliação e irá gerar um complexo de serviços de saúde ainda maior, com hospitais e clínicas de forma organizada. Por isto foi criado um zoneamento especial e restringidas atividades prejudiciais por conta do conflito por barulho e circulação de pessoas alheias à Saúde.
Ao chegar o projeto na Câmara poderá haver muita polêmica, especialmente no que tange ao horário de funcionamento dos bares e restaurantes.

Nesta tarde a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados se reuniu para apreciar o pedido de cassação do mandato do deputado catarinense João Rodrigues (PSD).
Ele passa o dia na Câmara dos Deputados e continua dormindo no presídio em Brasília.
O parecer do relator da matéria, deputado Ronaldo Lessa, de 28 páginas é pelo arquivamento do processo.

Por 12 votos (unanimidade) a Comissão aprovou o arquivamento do processo. Portanto João Rodrigues se livrou da cassação.