“Como acabaram com o brilho de Natal nos anos 90, acabaram agora com o Natal Felicidade, jogando no lixo tudo o que foi construído”, disse o ex-secretário de Turismo, Flávio Agustini, também arrolado pela CPI como um dos responsáveis pelo desvio do material de decoração natalina.

“A cidade tinha orgulho de seu evento e agora, infelizmente está ai nas páginas policiais”, disse ele. Flavinho garante que 99% do material que a prefeitura tinha foi colocado na rua e retirado pela atual administração e, se a perícia encomendada pela Gaeco aponta que era da prefeitura o material apreendido, é preciso se fazer uma perícia paralela para confrontar.
Entende inclusive que era igualmente necessário investigar até o material que foi adquirido pela empresa responsável pela decoração natalina de 2017. Cita por exemplo que aquela árvore que estava no calçadão João Ribeiro já era da prefeitura e foi adquirida novamente por mais de R$ 24 mil E há outras peças que constam na lista da licitação que já eram de propriedade da prefeitura, garante. E para isso basta buscar os registros do Natal anterior, muito fácil de constatar.
O que deixa Flavinho irritado é o fato de que ele tentou fazer a transição mas não houve interesse. Procurou até a CDL para tentar passar o material, mas esta não quis assumir a responsabilidade. A ele foi imputado pelo relatório da CPI, o crime de peculato culposo.
“O vereador responsável pelo relatório acha que eu teria de ficar lá no barracão registrando cada material que saía e entrava”, o que é absurdo pois não é este o papel do secretário. Diz ele que ninguém mais do que ele tem interesse de que o Gaeco esclareça o assunto, lembrando que se existiu uma investigação, uma CPI e o material que motivou toda este processo foi porque ele e sua equipe produziram todo o material. Diz Flavinho que, na CPI, nunca se ouviu tanta mentira e será preciso esperar que o Gaeco esclareça tudo isso.
“Alegam que não havia relação das peças que estavam no barracão, mas basta verificar no setor de licitação, porque tudo o que foi comprado, está lá”, diz Flavinho. Concordo que tão grave quando o desvio ou venda do material de decoração é o fato de que foi licitado e adquirido um material que já era de propriedade da prefeitura.
Não é apenas mais uma denúncia, porque a própria comunidade constata ao exibir fotos de 2016 e do ano passado . Será que esta questão não foi contemplada nas investigações da Gaeco?