Ceron já antecipa que, se aprovado, vai vetar projeto que proibe a tração animal

O prefeito Antônio Ceron antecipou que irá vetar o projeto do vereador Bruno Hartmann que proíbe o uso da tração animal na área urbana na coleta de lixo. Argumentou ele que o cavalo foi sempre usado desde a antiguidade. Disse isso, no domingo, durante a festa realizada em Rancho de Tábuas. O projeto está para entrar na pauta de votação tão logo termine o recesso na Câmara.

A ideia é polêmica porque as pessoas acham que estaria tirando o ganha pão de muitas pessoas que usam hoje o cavalo para puxar suas carraças na coleta de lixo. Mas hoje existe até um projeto no CAV que ajuda os carroceiros fornecendo assistência veterinária e alimentos aos animais. Mas há informação que esses carroceiros vendem a ração. É comum vermos animais puxando carroças em estado muito precário: esqueléticos e machucados. Não foram raras as vezes que este animais são encontrados mortos e a Secretaria do Meio Ambiente é chamada para dar destinação.

A ideia é substituir o cavalo pelas gaiotas, com tração humana que, segundo o autor do projeto, Bruno Hartmann, não tem custo nenhum e tem pessoas que chegam a tirar R$ 300 a R$ 400 por semana e não tem custo nenhum. “Portanto, com a gaiota aqueles que vivem da coleta do lixo reciclado vão ganhar mais, pois com o cavalo ele gasta porque tem de alimentá-lo”, explica.

E como já dizia aquele sábio pensador chinês: ”não é porque sempre foi feito assim que tenha de continuar sendo assim”. Se fosse assim, argumento Bruno, ainda estaríamos vivendo o tempo da escravidão.

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