A comunidade também deve compartilhar a busca por soluções

Quando a empresa Azul reduziu os voos semanais entre Lages e São Paulo alegando que tinha de deslocar suas aeronaves para atender a demanda do nordeste, aproveitando a alta temporada de turismo, até entendemos.

Mesmo se estendendo para além da alta temporada. Mas, o anuncio feito esta semana passada da redução dos oito voos iniciais para quatro por semana, de 8 de maio a 3 de setembro, em função das questões climáticas do inverno que dificultam as operações, nos deixou desconfiados. Parece estar apenas buscando desculpas para reduzir os voos desta linha. Tanto que o próprio gestor do aeroporto local, Klaus Ramos Klinger fez questão de deixar claro que “é uma decisão da empresa, que atinge não somente Lages, mas vários aeroportos da região Sul. No inverno passado não houve alterações e a aeronave pousou todos os dias, evidenciando que não há problemas com o nosso aeroporto”.  A desculpa parece mesmo esfarrapada e, se for assim, já começamos a temer que venhamos a ficar sem os voos dentro de algum tempo.

O poder público e a sociedade precisam intervir de alguma maneira para impedir que isso ocorra e voltarmos a ter dois aeroportos e nenhum voo.

Aliás, temos de nos unir para evitar também outras perdas. Com os episódios que culminaram com a dispensa de quatro jogados do Internacional, e mesmo o fraco desempenho do time nesta temporada – venceu o jogo contra a equipe B do Avai e graças a isso se mantece na série A- , se encaminha para mais uma destas perdas.

Sem contar o caso das instituições que por conta do marco regulatório estão fechando suas portas. Instituições de décadas, como a Alteri e a ASDF- Associação Serrana dos Deficientes Físicos – estão encerrando as atividades e vendendo seus espólios e a Samt e a Alam estão indo para o mesmo caminho se não receberem um socorro imediato.

A situação extrapola o poder público e chama toda a comunidade para o debate e busca de solução.

Até mesmo o Fórum das Entidades, tão atuante em todas as questões importantes para a cidade, parece ter se recolhido. Creio que este é o momento de ser parceiro do poder público para buscar algumas saídas para as questões aqui colocadas

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