Certidão de Nascimento de Lages

 

A sessão conjunta do Institutos Histórico e Geográfico Catarinense e Lageano, foi marcado por vários depoimentos e a apresentação de um documento inédito, que se constitui na certidão de nascimento de Lages, pois nele Morgado de Matheus designava e orientava Antônio Correia Pinto a fundar a Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lagens.

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Como lembrou o escritor e jornalista, membro benemérito do IHGC, Paulo Ramos Derengoski, é preciso destacar que o objetivo de estabelecer aqui uma vila era a defesa da capitania, para impedir o avanço dos espanhóis que já estavam entrando no território brasileiro através do Rio da Prata. Destaca que junto com São Francisco do Sul e Laguna, está entre as três cidades mais antigas do estado. O também jornalista presente à sessão, Moacir Pereira, deu sua contribuição falando a respeito da importância política do município que forneceu oito governadores, destacando dois deles: Vidal Ramos visionário que estruturou o setor da educação em SC, e Celso Ramos, que para ele foi o mais notável deles.

“Não há dúvida de que a história de SC passa por Lages”, disse ele dada a participação, especialmente da família Ramos, política do estado. O que é um fato surpreendente, como lembra o prefeito Toni Duarte, uma vez apesar de ser o maior município em território ocupado, detém apenas 2,4% dos eleitores do estado.

Contudo, não foi apenas na política a contribuição de Lages para com o estado. Como complementou o empresário Cândido Bampi Filho, em sua fala no evento, na década de 1960 a 70, o governo do estado dependia dos impostos de Lages para fazer seus pagamentos: “Só saia o pagamento do funcionalismo depois que chegava a arrecadação de Lages”, lembrou ele.

Lages viveu um ciclo de tamanha riqueza com a exploração de madeira, inigualável. Por conta disso e de suas mais de 150 madeireiras instaladas aqui naquela época, que teve também grande participação na construção de Brasília. Grande parte da madeira usada em sua construção foi adquirida aqui.

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Prefeito Toni fez referência as comemorações de uma outra data comemorativa do município, lembrando que no aniversário dos 200 anos, em 1966, o governador era Celso Ramos. E havia sido o último dos lageanos a ocupar o cargo.

Somente 50 anos depois, outro filho de Lages chegou ao poder e que possa fazer jus em feitos ao seu antecessor. “Esperamos que agora não leva mais 50 anos para que tenhamos outro governador lageano”, disse Toni. 

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