“Ou mudamos a lei ou vamos viver em um mundo sem lei”, disse o comandante geral da PM

 

Não é de hoje que a Polícia Militar se queixa de que, por mais que atue não consegue reduzir a criminalidade, porque “a polícia prende e a judiciário solta”. Mas, a crítica que até então era velada, no final de semana veio a público através de um vídeo publicado na internet pela PM, reagindo contra a decisão de um juiz que colocou em liberdade jovens que tiraram a vida de um comerciante em São José.

 

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Para o comandante geral da PM em SC, coronel Paulo Henrique Hemm, foi um grito de alerta “porque as leis não atendem hoje o ciclo de violência. Essa lei nefasta não nos protege,” disse ele.

 

É que na medida em que prendem os bandidos e no mesmo dia já estão na rua, a vida dos policiais que detiveram tais marginais corre risco. A lei acaba protegendo o bandido e expondo a polícia que está aí para nos proteger.

Sabemos que a lei é para ser aplicada, não há dúvida. Mas, também sabemos que o juiz está aí para aplica-la, não de forma cega e insensata. Há que analisar todo o contexto e fazer a justiça. E para isso não precisa negar ou ignorar a legislação: basta interpretá-la de forma a beneficiar o maior número de cidadãos.

Um marginal soltou é uma ameaça à sociedade, só por isso já justifica que o mantenha em prisão. Não devemos ser hipócritas em achar que alguém que já roubou e matou várias vezes vai mudar de comportamento só porque a justiça foi boazinha e o deixou livre.

  “Ou mudamos a lei ou vamos viver em um mundo sem lei”, sentenciou o coronel. Isso é fato.

Mas o que me deixa mais intrigada é o fato de que, nossos políticos, a quem cabe mudar a lei, fazem de conta que não têm nada a ver com isso. Qual deles já trabalhou para mudar essa realidade?

E quando, eventualmente tocam no assunto, o fazem como se a solução dependesse de outros que não eles. Preferem tratar de questões mais abertas com resultados mais imediatos nas urnas.

 

 

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