Com a decisão de solicitar e obter a intervenção do diretório estadual no PSDB local e destituir a Comissão Provisória, o empresário Roberto Amaral sentenciou sua candidatura a prefeito pela bandeira tucana.
É uma decisão sem volta, independentemente de qualquer aliança que venha fazer até o dia 5 de agosto.
O interessante é que a Comissão destituída, comandada pelo ex-vice prefeito Luís Carlos Pinheiro, tinha colocado o “bode na sala”, levando mais um pré-candidato para a convenção do partido, justamente por suspeitar que o pré-candidato estivesse na iminência de negociar uma vice-candidatura em alguma das composições que estão em formação na cidade fugindo a proposta do PSDB de candidatura própria nessas eleições.
Afinal foi essa a razão que fez a direção estadual ir buscar Amaral para o pleito.
O mesmo argumento que usou Amaral junto a executiva estadual para a dita intervenção, Dilmar Monarin usou para justificar sua decisão de colocar-se como mais um pré-candidato a prefeito. Ao fazer isso, Monarin cobrou a autonomia na condução do processo eleitoral propalada pelo diretório estadual “desde que não houvesse venda do partido”.
Porque também a direção dessa comissão provisória desconfiava da verdadeira finalidade da vinda de Amaral para o PSDB e não estava aceitando que tomasse para si todas as negociações, sem qualquer consulta a direção local, segundo o que explicou Monarin.
Pinheiro não quis falar a repeito
Diante disso, não terá Amaral como justificar uma aliança em que se colocar como vice candidato. Até ontem, Luís Carlos Pinheiro não havia recebido nenhum comunicado oficial do presidente estadual sobre a sua destituição, para colocar Roberto Amaral na presidência do PSDB.
Me informou que somente na semana que vem, depois de uma reunião ampliada com os filiados do partido é que irá se manifestar oficialmente.