Dep. Gabriel:
Cumprimentando-o pela eleição e pelo trabalho desenvolvido, expresso votos de ser ele contínuo em favor do povo serrano.
Há 15 meses, em dezembro de 2014, enviei ao Governo uma sugestão que passo agora a apresenta-la:
Os fazendeiros, pequenos e médios, nunca têm recursos financeiros que possam tecnificar mais do que já fazem suas atividades. Isso acarreta, além dos prejuízos admissíveis, outros que poderiam ser anulados, conhecidos ou minorados, se dispusessem de um serviço veterinário adequado para realizar perícias, onerosas, em carcaças de animais que morrem no campo e assim determinar a razão da doença acometida. Isso permitiria que fossem tomadas as medidas sanitárias necessárias para debelar o mal, que algumas vezes se torna epidêmico.
Assim, como sugestão, poderia ser criada uma equipe multidisciplinar para; com equipamento móvel de laboratório e caminhão para transporte de animais mortos ou vísceras, a serem analisadas in loco ou no CAV, por exemplo, realizar as autópsias que determinariam a doença ocorrida. Permitir-se-ia dessa forma que o proprietário tomasse as ações adequadas para debelar o mal, até mesmo antes que se torne mais prejudicial.
Ainda mais, os alunos do CAV, no caso de sua zona de influência, teriam um bom treinamento profissional e de residência hospitalar.
Hoje, tomo conhecimento melhor do projeto de lei que tramita na ALESC determinando normas/regras para o descarte/destino adequado das carcaças de animais mortos nas áreas rurais, com o intuito de reduzir a poluição ambiental.
Não digo ser “unir o útil ao agradável” juntar a esse projeto a adequação de minha sugestão porque para o produtor perder parte do produto de seu trabalho não é nada agradável, mas que poderia, somado, transformar “dois em um” esse projeto da ALESC, poderia.
Dep. Gabriel, podendo e sendo interessante aceite minha sugestão, pelo que agradeço a atenção dada a esta mensagem.
Galeno Rogério Ramos Vieira
Lages, SC, em 22 de fevereiro de 2016