A respeito da questão das árvores do Rio Carahá, o engenheiro agrônomo da Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente, Giovanmni Tomazelli Guesser observou algumas questões técnicas para mostrar que os álamos não são espécimes adequadas para o plantio nas encostas. Lamentou a escolha.
Muito mais ainda porque não foram plantadas também de forma correta por mudas, o que impede que tenham raizes fortes o bastante para suportar a ação da água e até do deslizamento da terra.

É o caso também de alguns chorões, como este que, simplesmente já estava oco, e tombou.
Explicou que já da vez passada, quando os álamos foram podados, se previa que alguns iriam morrer. Dos 680 que existiam mais de 60 morreram e têm de ser cortados.
"Mas isso já era previsto", diz.

O ideal seria retirá-los todos e substituir por outra espécie mais adequada, como o ipê, com mudas já com um metro e meio. Mas isso é um processo caro. Cada muda custa R$ 20,00 e para retirar cada um dos álamos o custo é de R$ 1 mil.
Ele recomenda então que se faça a poda, deixando-os em cinco metros de altura. Se proceda a retirada dos que morrerem (e serão vários). Ao mesmo tempo vá se plantando novas árvores.

Mas, desta vez mais no topo das encostas. Algumas que estão lá hoje foram plantadas muito próximas ao leito. Como esta ai ao alto que já foi cortada.
Quanto ao desassoreamento, Giovanni lembra que é impossível fazer o trabalho sem que ocorra algum deslizamento de terra. Não há como ser diferente.

Mas, no caso destes locais em que estão sendo colocados os taludes, cita que em muitos deles nem foram desassoreados.
Eram pontos onde já existiam problemas crônicos e que estão recebendo tratamento agora.