A convite do juiz da Vara da Família, Alexandre Takaschima, cerca de 100 pessoas compareceram ontem a uma reunião no Fórum de Lages, onde foi apresentada a proposta de implantação da Justiça Restaurativa. A ideia é formar um grupo gestor, cujos integrantes – facilitadores – receberão capacitação para atuar nesta área.

O que é a Justiça Restaurativa?
A Justiça Restaurativa consiste em um paradigma não punitivo, baseado em valores, que tem como principal objetivo a reparação dos danos oriundos do delito causados às partes envolvidas – vítima, ofensor e comunidade – e, quando possível, a reconstrução das relações rompidas. Trata-se da mediação de conflitos.

Quem apresentou a proposta da Justiça Restaurativa foi a professora Mônica Mumme, diretora do Laboratório de Convivência, que dá consultoria e capacitação em Justiça Restaurativa que veio a Lages a convite do juiz Takaschima
Como explica Mônica – que aliás, é quem fará a capacitação dos gestores em Lages – Esta justiça não interfere nas ações do judiciário, é uma alternativa para trabalhar a questão da violência em seu ambiente de convivência, resgatando a humanidade das relações.
Segundo o juiz Takaschima, que desde quando estava na comarca de Anita Garibaldi já atuou de forma diferente, se aproximando da comunidade e se ocupando das questões da sociedade, também tenta ampliar sua atuação como juiz da Vara da Família, trazendo para Lages a Justiça Restaurativa.
Apesar de já ter surgido no Brasil há 10 anos, em São Paulo, Brasília e Rio Grande do Sul, só agora está sendo implementada e expandida.
Aqui, o grupo gestor que será formado a partir deste chamamento do juiz Takaschima vai atuar dentro do modelo de “Círculo de Construção de Pais”
