
Agora pela manhã desta segunda-feira, ocorreu uma manifestação em frente ao Hospital Infantil.
O repórter da Clube, Evandro Gioppo esteve lá e entrevistou o pai de um bebê de um ano e 4 meses que faleceu naquela unidade depois de 48 após o internamento.
Ele conta que a pequena Háfine foi levada ao hospital porque apresentou algumas machas na barriga. Foi medicada e voltou para casa. Mas apresentou um quadro febril e os pais retornaram ao hospital.
Como o problema foi diagnosticado como sarampo, foi internada. “Mas ela estava brincando,” conta o pai Jeferson. Como não havia leito vago na área do SUS, foi colocado em um quarto particular, recebendo soro, com a promessa de que iriam fazer os exames necessários. Quando foi desocupado um leito pelo SUS ela foi para uma unidade e as demais crianças internadas e se suspendeu os exames porque disseram que ela estava com laringite.
Conta Jeferson que, a partir daí ela começou a definhar e, na quinta-feira, já estava muito mal e foi levada para a UTI. Informaram que ela estava com pneumonia. Trinta minutos depois a bebê faleceu.
“Eu quero que me expliquem o que aconteceu: entreguei uma criança que estava bem, brincando e recebi minha filha morta e irreconhecível, com o rosto e a boca cheia de ferida”, contou o pai.
Ele apenas quer entender o que houve. E, realmente tem direito a essa informação. Como pode ter quatro diferentes diagnósticos e, nenhum deles justificam sua perda, especialmente estando dentro de uma unidade hospitalar.