Por enquanto, Cristiano Cardoso da Silva, do PSD de Bom Jardim da Serra, é o prefeito eleito, com 100% dos votos válidos. Contudo, não foi ele que obteve a maior votação do município.

Cristiano (D) com o deputado Gabriel e seu vice, Didio, do PMDB
Tanto que, no domingo, as duas coligações que concorriam, festejaram. Agora não cabe mais os eleitores decidirem quem vai administrar Bom Jardim: será tarefa da Justiça Eleitoral.

É que a candidatura do outro concorrente ao cargo de prefeito, Sérgio de Oliveira, do PTB, foi impugnada, porque, sua vice-candidata, Priscila Dias (PSDB) é esposa do atual prefeito Edelvânio Topanotti, cuja candidatura já havia também sido impugnada.
Ela entrou em seu lugar na chapa que foi refeita colocando o que era vice anteriormente na cabeça de chapa.
Como a impugnação aconteceu nas vésperas da eleição, seu nome apareceu na urna e pode ser votado. Seus advogados também recorreram da decisão.
Contudo, se consultar a página do Tribunal Regional Eleitoral ele aparece com zero votos.

Seus votos estão computados no nulos, que somam 1.727. Superior à votação obtida por Cristiano que foi de 1.518 votos. Antes da diplomação dos candidatos, lá em novembro, creio eu, o tribunal deverá se posicionar a respeito.
Se mantiver a decisão da impugnação da candidatura, mesmo tendo uma votação menor, Cristiano será diplomado e depois empossado prefeito. Se, ao contrário, for reformulada a decisão, será então Sérgio de Oliveira o prefeito de Bom Jardim da Serra.
A situação é ímpar: de repente, o prefeito eleito hoje, pode não ser o diplomado de amanhã. Imagina a ansiedade com que ambos aguardam o posicionamento da justiça.