
Neste último debate que aconteceu na RBS, os candidatos Roberto Amaral e Antônio Ceron trocaram algumas farpas enquanto que o terceiro candidato, Marcius Machado, não necessitando colocar-se na defensiva, acabou tendo a oportunidade de explanar melhor suas propostas. Em pelo menos três ocasiões ensaiou-se algum confronto entre Ceron e Amaral.
Quando Ceron se referiu a redução dos comissionados, Amaral observou que não seria “leviano em prometer demitir antes de assumir e saber das verdadeiras necessidades”. Lembrando que nem sempre a redução de secretarias, por exemplo, pode ser feito sem prejuízos, pois muitas delas existem em conformidade com as políticas públicas.
Ceron questionou Amaral sobre as obras da prefeitura que estão paradas ou que não tem continuidade.
Amaral, observou que dará continuidade a todas as obras e que aquelas que estão paradas se deu em função de problemas com empreiteira, como foi o caso da UPA. Observando que obras paradas não ocorrem apenas com a prefeitura de Lages, porque há também obras do governo do estado com o mesmo problema.
Ceron devolveu dizendo que Amaral estava criticando um governo do qual ele fazia parte até um dia antes de se colocar como candidato.
Ceron disse que iria nomear um secretário para a Saúde, mais ele, especialmente iria cuidar da pasta.
Amaral aproveitou o gancho para dizer que ele não estará visitando os postos todos os dias porque um prefeito tem coisas mais importantes para fazer do que fiscalizar o trabalho de cada funcionário.
Amaral questionou sobre a questão da transferência dos voos da Azul para o aeroporto regional. Ceron disse que é contra essa maneira eleitoreira de tratar a questão, dizendo que foi o governo que fez todas as obras do aeroporto local para permitir a operacionalização dos voos. E encerrou dizendo que tem assuntos mais importantes a serem tratados.
Ceron lembrou que foi quando Roberto Amaral era presidente da Acil que o projeto do aeroporto regional foi iniciado.
Para finalizar, no encerramento, todos se dirigiram aos eleitores para pedir o voto, Amaral aproveitou para citar que não é político carreirista, tanto que recusou o convite feito por outro partido para que ele aceitasse ser o vice candidato com a promessa de assumir no último ano de governo e sair como candidato a prefeito na próxima eleição.