Semana passada o médico que estava fazendo as cirurgias eletivas de adenoides, no Hospital Seara do Bem, informou ao repórter Daniel Goulart que as cirurgias estavam suspensas porque a direção da instituição pediu para suspendê-las porque a prefeitura não estava repassando os recursos referentes as cirurgias realizadas em maio, no valor de pouco mais de R$ 11 mil.
No programa de Daniel, o diretor do hospital, Eder Alexandre Gonçalves, foi ouvido, e explicou que realmente foram suspensas porque está esperando que as 10 cirurgias feitas em maio sejam pagas, como foi prometido.
Explicou que os recursos para as cirurgias eletivas vêm de três fontes: governo federal, governo do estado e município. O governo federal tem repassado os recursos em dia.
O governo do estado suspendeu as cirurgias já desde o início do ano porque está sem recursos. Há cerca de duas semanas a Assembleia aprovou a criação de um fundo especial para esse fim. Significa que deverão ser retomadas tão logo esse fundo seja formalizado.
Como as cirurgias eletivas estavam suspensas por parte do estado, a Secretaria Municipal de Saúde fez um acordo, fornecendo um profissional para fazer essas cirurgias represadas, já que a fila de espera é grande, quase 300 crianças. Tem algumas esperando há três anos pela cirurgia. Portanto em maio começaram a ser feitas, mas só aconteceram 10. O médico parou porque não recebeu de imediato.
Não é que alguém tenha de trabalhar de graça, mas também não dá para ser feito desta forma. Quem escolheu essa profissão sabia que tinha de colocar uma boa dose de humanidade e desprendimento no exercício dela.