O vereador Mushue Hampel ocupou a tribuna da Câmara, recentemente, para reclamar de que alguns candidatos estão assediando seus cabos eleitorais e pagando muito bem para isso, de R$ 2 a R$ 3 mil mensais e ainda com gratificação, caso se elejam. E já estão fazendo isso há alguns meses.

“Agora eu pergunto: como alguém que faz isso consegue ficar dentro do limite de gastos legal que para o vereador é de R$ 27 mil?”
Este é o valor máximo que um candidato a vereador em Lages poderá gastar, segundo a Justiça Eleitoral.
Um caso para se pensar
Ele citou o caso de um servidor municipal que já foi candidato a vereador na eleição passada e fez 450 votos. Funcionário efetivo da prefeitura no setor de serviços gerais, o próprio Hampel – quando secretário – teria intercedido por ele porque estava estudando e com três filhos para criar e, foi então, promovido a gerente de setor.
“Agora candidatou-se por um outro partido e simplesmente deixou o emprego. Só poderia ter feito isso se estiver recebendo de algum lugar. Alguém o está pagando e provavelmente mais do que estava recebendo na prefeitura como gerente (cujo salário fica entre R$ 2 a R$ 4 mil)”, contou.
Situação complica eleição
O vereador disse que se nesta campanha alguém vier pedir gasolina ou dinheiro, vai denunciar e incitou aos eleitores a fazerem o mesmo. Outro vereador, Vone Scheuermann Confirmou o que disse Hampel e falou mais:
“há candidato com cerca de 100 cabos eleitorais e pagando a peso de ouro”.
Confessou que está com medo de não se eleger diante deste quadro. Especialmente porque as novas regras eleitorais também não ajudam o candidato a vereador.
Elói Bassin assim como a vereadora Aidamar Hoffer observaram que “se sabem quem são tais candidatos precisam denunciar”, o que eu também concordo.

Já Gerson dos Santos observou que há várias formas de subornar cabos eleitorais e uma delas é fazer a contratação.
Diz que a prefeitura contratou noras, genros e parentes de candidatos e, “sei até de contratados por deputados federais”, com a mesma finalidade disse Gerson. Mas, acha que a queixa de Hampel se deve à briga que está havendo dentro do PMDB, onde existem cerca de 12 candidatos fortes: “é disputa entre eles”, sustenta.