
"Não existe oposição ao governo no parlamento catarinense, porque a coisa anda muito frouxa para o lado do Palácio da Agronômica", disse nesta quarta-feira, o deputado Fernando Coruja ao ocupar a tribuna da Assembleia.
Depois de citar uma série de dificuldades enfrentadas pela área da saúde, ele disse que:
"Poderíamos entender as dificuldades, desde que elas sejam admitidas, mas isso não acontece. A propaganda que se veicula diz o contrário. Se está tudo bem, esses problemas precisam de solução, vamos cobrar. Quando a casa está pegando fogo a prioridade é combater o fogo e não pintar a casa".
Referiu-se, também, à Audiência Pública realizada na manhã de hoje (quarta-feira), na Assembleia, quando professores, gerentes educacionais, alunos e sindicalistas, alertaram para o estado de abandono de diversas instituições de ensino, classificadas como "muito precárias".
Coruja lembrou também as pedaladas do governo estadual, nas contas de 2014 – um montante de R$ 1,3 bilhão em cancelamentos de despesas liquidadas – serviços prestados e mercadorias compradas pelo estado e pendentes de pagamento.
Os cálculos do TCE-SC mostram que o governo teria fechado o ano com um déficit orçamentário de R$ 918 milhões e, não com um superavit de R$ 382 milhões, como foi informado, se o compromisso já tivesse sido honrado. "Isso é mais do que as pedaladas da Dilma", ressaltou.
O governo de Santa Catarina deverá dar explicações ao Tribunal de Contas do Estado sobre uma manobra de arrecadação envolvendo as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e o Fundo Social. Uma análise técnica apontou irregularidades na arrecadação de mais de R$ 600 milhões, que estariam deixando principalmente os municípios no prejuízo.