Campanha eleitoral terá limitação de gastos, mas também será mais curta

 

Há quem diga que um candidato a prefeito, em Lages, não consegue se eleger se não dispuser de R$ 3 milhões. Foi o que gastaram alguns em eleições passadas extraoficialmente.

 

Canidato a prefeito não poderá

gastar mais do que R$ 688 mil

 

Mas, pelo menos pelo que reza a legislação eleitoral, nessas eleições, o orçamento do candidato fica limitado ao valor gasto declarado dos que concorreram na eleição anterior.

Fica então limitado a R$ 688.508,90, segundo o valor que consta da resolução  Nº 23.459, de 15 de dezembro de 2015.

Obviamente que esse é o valor declarado junto à Justiça Eleitoral, mas que nunca corresponde ao exato valor consumido.

 

A campanha será mais curta

esse ano

 

As convenções partidárias, que definem os candidatos e coligações, antes eram realizadas até 30 de junho.

Agora, serão até 5 de agosto, com prazo para registro até 15 de agosto, reduzindo o tempo de campanha pela metade – de 90 dias, passarão a ser 45 dias.

 

A propaganda eleitoral no rádio e na TV, que antes começava 45 dias antes das eleições, agora começa 35 dias antes – ou seja, em 26 de agosto, apenas 10 dias após o registro das candidaturas.

 

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV é o que mais encarece a campanha e com a redução em 10 dias também cairá seu custo. Houve redução também na duração de cada programa eleitoral, que agora terá 10 minutos, ao invés da meia hora que tinham antes.

 

Informação de quem tem experiência em campanha eleitoral: com R$ 1 milhão dá para fazer uma campanha a prefeito vitoriosa.

“O que se tem de gastar é sola de sapado”, citou-me um deles.

O segundo maior custo é com a contratação dos cabos eleitorais. Mas, aí também há um entendimento que hoje, a maioria embolsa o dinheiro e até trabalha para outro. Negocia com três a quatro candidatos ao mesmo tempo. Estão ficando esperto!

 

Os cabos eleitorais hoje negociam

com vários candidatos

]

Alguém lembrava, do caso de um vereador há três legislaturas atrás que para a reeleição contratou mil cabos eleitorais e não conseguiu fazer mil votos.

 

“Pergunte para aquele que está segurando a bandeira do candidato na sinaleira, durante a campanha, para quem ele vai votar. Antes de responder vai olhar para ver qual o número que está lá”.

Só carrega a bandeira porque foi pago para isso e nem se importa muito com o resultado da eleição. Infelizmente é assim!

 

Sem tempo para maquiar

as contas

 

Com a mudança nas regras de doação, o trabalho para prestar contas também será maior. As doações de empresas estão proibidas, e as pessoas físicas poderão doar até 10% do rendimento do ano anterior declarado no Imposto de Renda.

A Justiça Eleitoral vai implantar um novo sistema online de informar doações, que os candidatos terão que alimentar até três dias depois de receber cada doação.

 

A intenção do TSE é que os candidatos não tenham tempo para ‘maquiar’ a origem do dinheiro e, assim, ficaria mais difícil fazer uso do ‘caixa dois’.

Porém, para dar conta dessa demanda, os candidatos terão que ter um bom escritório de contabilidade à disposição em tempo integral, ou correrão mais riscos de terem as contas reprovadas.

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